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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Os Crentes Devem Sentir-se Culpados o Tempo Todo?

OsCrentesDevemSentirSe

Imagino que existem inúmeros crentes que raramente sentem o aguilhão da consciência ou 
as tristezas do arrependimento. Mas também conheço muitos, muitos crentes (incluindo 
eu mesmo) que facilmente se sentem infelizes por coisas que não fazem ou fazem-nas 
menos do que perfeitamente. De fato, estou convencido de que a maioria dos cristãos sérios 
vivem quase constantemente com um baixo senso de culpa.
Como nos sentimos culpados? Deixe enumerar algumas maneiras.
  • Poderíamos orar mais.
  • Não somos bastante ousados em evangelizar.
  • Gostamos demais de esportes.
  • Assistimos freqüentemente a filmes e à televisão.
  • Nosso tempo devocional é curto e esporádico.
  • Não contribuímos de modo suficiente.
  • Compramos um novo móvel.
  • Não lemos muito para nossos filhos.
  • Nosso filhos comem Cheetos e batatas fritas.
  • Reciclamos pouco.
  • Precisamos perder alguns quilos.
  • Poderíamos usar melhor nosso tempo.
  • Poderíamos viver em um lugar mais difícil ou em uma casa menor.
O que fazemos por trás de todos esses cenários de culpa? Não sentimos 
aquele tipo de remorso paralisante por causa dessas coisas. Mas essas 
imperfeições podem ter um efeito cumulativo pelo qual até o crente maduro 
pode sentir-se como alguém que está desapontado a Deus e, talvez, um mero 
cristão.
Eis a parte delicada: às vezes devemos nos sentir culpados, porque às vezes 
somos culpados de pecado. Além disso, a complacência na vida cristã é um 
perigo real, especialmente na América.
Mas, apesar disso, não creio que Deus nos redimiu pelo sangue de seu Filho 
para que nos sintamos como fracassos permanentes. Depois do Pentecostes,
 Pedro e João pareciam torturados por temor introspectivo e repugnante de 
si mesmos? Paulo se mostrou constantemente preocupado com o fato 
de que poderia fazer mais? Admiravelmente, Paulo disse em certo 
momento: “De nada me argúi a consciência” (1 Co 4.4). E acrescentou logo:
 “Nem por isso me dou por justificado, pois quem me julga é o Senhor”. Parece
que Paulo dormia toda noite com uma consciência limpa. Então, por que tantos 
crentes se sentem culpados o tempo todo?

1. Não recebemos completamente as boas-novas do evangelho. Esquecemos
 que fomos vivificados com Cristo. Fomos ressuscitados com ele. Fomos salvos 
somente pela fé. E isso é um dom de Deus, e não um resultado de obras 
(Ef 2.4-8). Podemos ficar com tanto medo do antinomianismo – um perigo 
legítimo –, que receamos falar profusamente sobre a graça de Deus. Mas, se nunca 
fomos acusados de ser antinomianos, talvez o evangelho não nos foi apresentado 
em toda a sua glória extraordinária (Rm 6.1).

2. Os cristãos tendem a motivar os outros por culpa e não por graça. Em vez
de instarmos nossos irmãos a serem o que realmente são em Cristo, nós os 
ordenamos a fazerem mais para Cristo (quanto à motivação correta, ver Rm 6.5-14).
Por isso, vemos a semelhança com Cristo como algo em que estamos realmente
fracassando, quando deveríamos vê-la como algo que já possuímos e no qual precisamos 
crescer.

3. A maior parte de nosso baixo nível de culpa se enquadra na ambígua categoria
de “não fiz o suficiente”. Examine a lista que apresentamos. Nenhum dos itens é 
necessariamente pecaminoso. Dizem respeito a possíveis infrações, percepções e 
maneiras como gostaríamos de fazer mais. Essas são as áreas mais difíceis de lidarmos
 porque, por exemplo, nenhum crente jamais confessará que tem orado de modo 
suficiente. Assim, é sempre fácil nos sentirmos horríveis quanto à oração (ou à 
evangelização, ou a contribuir, ou a qualquer outra disciplina cristã). Precisamos ter 
cuidado para não insistirmos em algum padrão de prática quando a Bíblia insiste apenas 
em um princípio geral.
Quero dar um exemplo. Todo crente tem de contribuir generosamente, para as necessidades 
dos santos (2 Co 9.6-11; Rm 12.13). Podemos insistir nisso com absoluta certeza. Mas, 
como é essa generosidade, quanto devemos dar, quanto devemos reter – essas 
coisas não estão delimitadas por alguma fórmula, nem podem ser exigidas por compulsão
 (2 Co 9.7). Portanto, se queremos que as pessoas sejam mais generosas, faremos bem 
se seguirmos o exemplo de Paulo em 2 Coríntios e enfatizarmos as bênçãos da 
generosidade e a sua motivação alicerçada no evangelho, em vez de envergonharmos os 
outros que não contribuem muito.

4. Quando somos verdadeiramente culpados de pecado, é imperativo que nos 
arrependamos e recebamos misericórdia de Deus. Paulo tinha uma consciência
 limpa não porque nunca pecava, e sim porque, eu imagino, buscava imediatamente 
o Senhor, quando sabia que havia errado, e descansava no “nenhuma condenação” do 
evangelho (Rm 8.1). Se confessarmos os nossos pecados, disse João, Deus é fiel e justo 
para nos perdoar e nos purificar de toda injustiça (1 Jo 1.9). Deus não nos salvou para 
nos sentirmos miseráveis o tempo todo. Ele nos salvou para que vivamos na alegria de 
nossa salvação. Portanto, quando pecamos – e todos pecamos (1 Rs 8.46; 1 Jo 1.8) ,
confessamos o pecado, somos purificados e prosseguimos.

Isso enfatiza um dos grandes perigos da culpa constante: aprendemos a ignorar nossa 
consciência. Se pecamos verdadeiramente, precisamos arrepender-nos e rogar ao Senhor 
que nos ajude a mudar. Mas, se não estamos pecando, se não somos tão maduros como 
deveríamos ser, nem tão disciplinados como outros crentes, nem estamos fazendo escolhas 
diferentes que talvez sejam aceitáveis, mas não extraordinárias, não nos devemos 
sentir culpados. Devemos nos sentir desafiados, estimulados, inspirados, mas não culpados.

Como pastor, isso significa que não espero que todos em minha igreja sintam-se apavorados 
a respeito de tudo que prego. Afinal de contas, é justo que todos obedeçamos aos 
mandamentos de Deus. Não perfeitamente, não sem alguns motivos incertos, nem tão 
plenamente como deveríamos, mas com fidelidade e obediência que agrada a Deus. A 
pregação fiel não exige que os cristãos sinceros sintam-se miseráveis o tempo todo. 
De fato, a melhor pregação deve fazer que os cristãos sinceros vejam mais de Cristo e 
experimentem mais de sua graça.
Por: Kevin DeYoung. © 2011 Ministério Fiel. Original: Are Christians Meant to 
Feel Guilty All the Time?.
Tradução: Wellington Ferreira. © 2014 Ministério Fiel. Todos os direitos 
reservados. Website: MinisterioFiel.com.br. Original: Os Crentes Devem Sentir-se 
Culpados o Tempo Todo?.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Sua Família Pode Ser Mais Feliz!




O primeiro e mais importante ministério é a família. Devemos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para que nossas famílias sejam felizes. Nenhuma tarefa é mais importante do que a de amar a família. Santidade e poder começam no lar. Não se pode destruir um homem que ama sua família. Comece hoje mesmo a fazer algumas escolhas radicais em favor de sua família.

Ainda que você não possa mudar todas as coisas erradas, existem muitas coisas que você pode transformar. Comece com as pequenas coisas. Cada pequena conquista lhe dará novo ânimo para continuar tentando, até transformar coisas maiores. A fé pode romper a crosta do impossível. A dor parece abrir a força o coração para que ele possa experimentar mais amor. Porque muitos corações precisam ser quebrados a fim de alcançar transformação.

Quase todas as atividades do nosso corpo que encaramos com irritação ou desgosto, como bolhas, calos, inchaço, febre, espirros, tosse, vômitos e especialmente a dor, são reações de defesa do organismo.

Sem estes sinais de advertência e passos no processo da cura, viveríamos em grande perigo.

Você não pode alterar seu passado, mas as páginas do seu futuro estão completamente brancas. Comece a escrevê-las agora mesmo.
A partir de você, toda a sua geração será transformada. Você é a semente de Deus que
vai gerar nova vida e um relacionamento saudável e lindo. A felicidade tão sonhada vai iniciar-se com você. Você é o precursor, o ponto de partida de um novo amanhecer. Através de você as promessas de Deus se tornarão realidade em
sua família.

Trabalhe duro e espere um milagre.
Nós faremos o nosso melhor;
Deus fará o resto.

Para o futuro bem-estar da família, o casal deve desenvolver um ao outro, da mesma forma que aperfeiçoa a fé, o caráter, e saúde de seus filhos. A responsabilidade de edificar uma família feliz e saudável é totalmente sua.

Entretanto, saiba que transformar a sua família não é tarefa sua, embora você tome parte no processo. Sua responsabilidade é descobrir a vontade de Deus e obedecê-la. Reconheça-o como o idealizador, condutor e protetor da família; ele é o edificador pôr excelência e lhe dará esperança e coragem. Dependa de Deus, para que este desenvolvimento saudável e dinâmico aconteça.

Coloque sua vida nas mãos do Senhor.
Confie n’Ele, e Ele o ajudará.

Deus pode fazer aquilo que nós não podemos. Ninguém quer mais o bem estar da família do que Deus. O próprio Deus uniu vocês. Não permita que nada, nem ninguém destruam esta união.

Não sou perfeito; não me atrevo a brincar de Deus e achar que posso resolver tudo. Só posso oferecer a minha família a solução que eu mesmo encontrei ― Jesus. Ele é o original do qual eu sou apenas uma pobre cópia. Meus melhores momentos como pai e marido são aqueles em que Deus resplandece através de mim. Todas as vezes que minha família me vê brilhando é sempre o brilho de Deus em mim e não o meu próprio brilho.

No entanto, de uma coisa minha família pode estar certa. Embora seja verdade que eu tenha muitos defeitos, minhas fraquezas se manifestam em muitas áreas da minha vida, menos no amor que eu sinto pôr minha mulher e meus filhos.

Por que Deus fez tanta questão de criar a família? A resposta é simples e clara: Ele não queria que fizéssemos a viagem sozinhos. O ser humano foi criado para amar e ser amado. No amor, mesmo sem ser ou ter nada, realizamos todos os sonhos e experimentamos todas as alegrias. Para aquele que conhece e se dedica ao amor, o Paraíso jamais estará perdido.

O amor não garante proteção contra a dor, morte e decepção, mas o amor nos ajuda suportar os sofrimentos muito mais facilmente.

Finalizando, uso as palavras de Wesley, o reformador Metodista:

Faça todo o bem que puder.
Usando todos os meios que puder.
De todas as formas que puder.
Em todos os lugares que puder.
A todas as pessoas que puder.
Sempre que puder.

Eu me atrevo a acrescentar:

Mas principalmente, faça o bem à sua família.

Pr. Josué Gonçalves

www.amofamilia.com.br/portal/artigos


quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Definição de Amor para crianças...





Um grupo de profissionais fez uma pesquisa sobre o que significa amar para um grupo de crianças de 4 a 8 anos. Eric Wiggin anotou algumas das respostas. Elas foram muito mais surpreendentes, profundas e sábias do que os pesquisadores poderiam imaginar.

Quando vovó ficou com artrite, ela não mais podia se abaixar para cortar as unhas e lixar seus calcanhares. Assim, meu avô passou a cortar suas unhas e lixar os seus calcanhares toda semana,
mesmo quando suas mãos doíam por causa da sua própria artrite. Isto é amor.
Rebecca – 8 anos

Amar é quando uma menina coloca perfume e o menino coloca colônia de barba, e eles vão passear no parque para ficar cheirando um ao outro.
Billy – 4 anos

Amar é quando você vai comer em um restaurante e dá a quem está com você, a maior parte das suas batatas fritas, sem pedir nenhuma das dela.
Karl – 5 anos

Amar é o que faz você sorrir quando está cansado.
Terri – 4 anos

Amar é quando minha mãe faz café para o meu pai e antes de servir para ele, ela dá uma provadinha para ter a certeza que está gostoso.
Danny ― 7 anos

Se você quer aprender amar melhor, tem que começar primeiro com alguém de quem você não gosta.
Nikka – 6 anos

Amar é quando você diz para um rapaz que gosta da sua camisa, então ele usa a camisa todo dia.
Noelle – 7 anos

Amar é quando mamãe dá ao papai o melhor pedaço do frango.
Elaine – 5 anos

Amar é quando a mamãe vê papai sujo e suado e mesmo assim, diz que ele é mais bonito que o Tom Cruise.
Chris – 8 anos

Quando você ama alguém seus cílios ficam piscando apressados e milhares de pequenas estrelas saltam de dentro de você.
Karen – 7 anos

Jamais diga “Eu te amo”, a menos que você realmente ame de verdade. Mas se você realmente ama, repita “eu te amo” muitas vezes. A pessoas esquecem facilmente.
Jéssica – 8 anos

Quando jovem eu queria transformar o mundo. Eu desejava ser tão importante que todas as pessoas reconheceriam meu nome. Talvez quando eu chegar ao fim da minha vida eu me dê conta de que não consegui meu intento. Mas não preciso chegar ao fim da minha vida para fazer a minha mais importante descoberta; percebi o quanto tenho sido feliz. Eu amo alguém. Mudei a sua vida e ela mudou a minha, e esta descoberta é essencial e fez minha vida valer a pena.

Se você amar e for amado, sua vida já fez uma enorme diferença. As pessoas morrem, mas o amor nunca morre. Meu amor será repassado de uma vida para outra, para o coração dos meus filhos que, por sua vez, o repassarão para os meus netos. Pessoas serão tocadas pelo amor com que amei meus filhos. Daqui a décadas, mesmo depois da minha morte, meus netos serão tocados pela minha memória, como meus filhos são tocados pelas memórias de meu pai quando lhes conto histórias que nos fazem chorar e rir. Memórias do amor que demos e que recebemos. Essas memórias
não nascem da dor, mas da esperança no futuro.

Você quer alcançar sucesso e fazer uma diferença nesse mundo, deixando uma marca que será lembrada para sempre? Então, aprenda uma verdade crucial. Deixamos uma marca no mundo, não por causa das nossas conquistas, mas porque fomos amados por Deus e pelas pessoas que vivem a nossa volta e amamos de volta. O amor pode não nos proteger da dor, morte e frustrações, mas ele fará com que as dificuldades sejam mais suportáveis, o que já é suficiente o bastante para nos capacitar a continuar a jornada.

O abismo que separa a vida de quem ama e é amado daquele que vive sem amar e ser amado é imenso. Entre eles está a felicidade ou o desespero, a vida ou a morte, o céu ou o inferno. A escolha é sua!


segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Principais motivos que levam à DEPRESSÃO


"Se ouvires e servirem a Deus, acabarão seus dias em felicidade e os seus anos em delícia." Jó 36:11

Há séculos a depressão é descrita e analisada por estudiosos. Existem evidências que confirmam características orgânicas desse transtorno. A partir de exames sofisticados e anos de pesquisa, cientistas descrevem alterações químicas e estruturais nos cérebros de pessoas deprimidas. Além de o ambiente sociocultural ser capaz de influenciar a manifestação de diversas doenças psiquiátricas, sabe-se que a herança genética é determinante em vários casos de depressão. Pode também ocorrer devido ao consumo de drogas, como o álcool e a maconha, ou no contexto de condições orgânicas, como alterações hormonais e carências nutricionais.

Em provável associação com fatores físicos, a maioria dos episódios depressivos se relaciona com os acontecimentos comuns da nossa existência, como problemas de relacionamento, falecimento de pessoa querida, solidão, doenças, rotina de vida estressante, problemas financeiros, constantes cobranças e frustrações, desilusões, traumas emocionais e sentimentos como medo, angústia e amargura. Tais situações podem tanto desencadear um quadro depressivo e influenciar sua evolução, quanto ser consequências do sofrimento mental.

Devemos procurar ajuda? Muitos casos de depressão exigem intervenções especializadas, geralmente combinações de psicoterapia com medicamentos, evitar agravamento do quadro e acelerar o processo de cura. Assim, é importante uma avaliação psiquiátrica criteriosa, que confirmará um possível diagnóstico e definirá o melhor tratamento
Um estilo de vida saudável - atividade física, momentos de descanso e lazer, sono regular, dieta equilibrada, abstinência de álcool e outras drogas - proporciona uma defesa orgânica contra depressão. Mas fundamental é sempre buscar a Deus, atitude que serve como prevenção e tratamento. A Escritura Sagrada é repleta de orientações que nos ajuda a mudar de postura e a resolver problemas. Quem se achega ao Altíssimo se distancia da ansiedade e, por sentir-se filho de Deus, renova seu ânimo e esperança. Mantenha sua confiança em Cristo e seja curado pela prescrição do Seu amor. Ele é o Médico dos médicos e não há outro que cuide melhor das nossas almas.

Dr. Tasso Amos de Araújo Mendes
Médico Psiquiatra tassoamos@gmail.com


quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Breve História do Protestantismo



por ANTONIO XISTO ARRUDA  

A grande crise religiosa do século XVI, conhecida por protestantismo, foi um dos movimentos que mais tipicamente definiu a insubordinação dentro de setores da Igreja. Inegável que existia a ignorância e a corrupção, incrustada em diversos setores e membros do clero. Entretanto, na época de São Francisco de Assis não foi diferente, mas sua atitude de fidelidade ao Papa e à Igreja, fizeram que seu nome fosse respeitado e venerado no mundo inteiro. Sua personalidade empolga, ainda hoje, todas as camadas da sociedade. Ele é o consolo dos fiéis, a alegria da Itália e o orgulho da Igreja.

Já a insurreição movida por Martinho Lutero, deixa clara a sua intenção de, orgulhosamente, propagar suas idéias que acabaram culminando em uma avalanche política na Europa, pois a contestação de dogmas e o ataque à organização da Igreja, repousavam no desprestígio do papado diante da crescente influência dos soberanos europeus que, por questões meramente políticas, influíam nas decisões regionais da igreja, tendo a corrupção moral tomado conta de diversos setores do clero. Além disto, tornou-se difícil a interferência direta do Papa em tais questões, principalmente, por causa das distâncias. Como nos fins da Idade Média o espírito de independência desenvolveu-se em vários países, onde o nacionalismo crescente se ressentia de qualquer influência exterior, notadamente do Papa, os príncipes e monarcas interessados em aumentar seu poder, tinham a intenção de colocar a Igreja numa posição dependente. Vejamos:


HISTÓRIA

Conhecida com o nome de Reforma Protestante, teve suas raízes em movimentos religiosos da Idade Média, dirigidos por John Wyclif e João Huss. Esses movimentos haviam sido abafados, mas, na Inglaterra e na Boêmia, persistiam em estado latente as tendências que, combinadas posteriormente com causas muito complexas, fizeram eclodir a insurreição luterana na Alemanha.

Wyclif (1324-1384) foi professor de teologia da Universidade de Oxford, que se insurgira contra os tributos cobrados pela Igreja e declarara ser a Bíblia a única regra de fé, sendo livre a sua interpretação. Seus seguidores deram ao movimento um caráter de luta social contra a nobreza, e chefiados por John Ball, revoltaram-se em 1383, tendo conseguido entrar em Londres, onde, enganados por Ricardo II, foram eliminados completamente, sendo seus chefes decapitados.

João Huss, professor professor da Universidade de Praga, influenciado pelas idéias de Wyclif, tornou-se o chefe de um movimento religioso nacionalista de caráter antigermânico e antipapista. Havendo comparecido ao Concílio de Constança para justificar-se sob o ponto de vista doutrinário, foi considerado herético. Além disto, acabou sendo executado, não obstante possuir um salvo-conduto dado pelo imperador germânico. A execução de João Huss, desencadeou sangrenta guerra religiosa na Boêmia.

Nos primeiros anos do século X a Igreja atravessava um período difícil. A venda de cargos eclesiásticos e de indulgências, a diminuição do prestígio do papado pela influência dos soberanos que efetivamente influíam diretamente em decisões regionalizadas da Igreja, criaram um ambiente favorável para a difusão do movimento separatista protestante. Paralelamente, o forte espírito de independência já nos fins da Idade Média, desenvolveu-se em vários países, cujo nacionalismo crescente punha de lado qualquer interferência do Papa, considerado como estrangeiro. Os príncipes e monarcas habilmente exploraram esse nacionalismo, interessados em aumentar seu poder, intencionando colocar a Igreja numa situação de dependência. Deve-se considerar também o patrimônio da Igreja, que despertou a cobiça de reis e nobres, desejosos de anexarem às suas terras as propriedades dos bispados e mosteiros, adquiridos, durante séculos, pelas doações dos fiéis e que constituíam um terço do território alemão e um quinto da França. A isenção de impostos sobre estes domínios por certo aguçava o interesse das classes dominantes.

Já os motivos religiosos que completaram o conjunto de causas da reforma haviam sido provocados, de uma certa forma, pela influência do espírito crítico do humanismo. A contestação de dogmas e a crítica radical à hierarquia e estrutura da Igreja, basearam-se numa reação contra o pensamento de São Tomás de Aquino, sobretudo quanto ao livre arbítrio e os Sacramentos. O pensamento dos reformadores orientava-se, de certa maneira, de acordo com uma teoria na qual o livre arbítrio era sensivelmente prejudicado pela concepção do homem como um ser totalmente depravado, cuja salvação dependia da vontade divina. Outro fator importante era o grande número de padres que, sem nenhuma vocação religiosa, prejudicavam de maneira contundente o primado espiritual e a organização da Igreja. Nessas circunstâncias e nessa época, nasceu Martinho Lutero.


Lutero

Filho de família humilde, Martinho Lutero nasceu em Eilesben em 1483. A morte de dois companheiros o impressionou de tal maneira que, repentinamente, abandonou o curso de direito e ingressou no Convento Agostiniano de Erfurt. Logo depois foi nomeado professor da Universidade de Wittenberg. Uma viagem a Roma parece ter exercido grande influência em suas idéias já distanciadas da ortodoxia católica. Seu rompimento com a Igreja foi provocado diretamente pelo fato de Tetzel, um monge dominicano haver, em nome do Papa, percorrido algumas regiões alemãs reunindo fundos para a reparação da Igreja de São Pedro. A Lutero tal fato pareceu apenas uma venda de indulgências. A princípio as discussões entre ambos parecia apenas uma contenda entre frades, mas o rumo de franca rebelião dado por Lutero ao pregar suas teses na porta da igreja local, levou o Papa Leão X a interferir junto à ordem dos agostinianos para que o frade rebelde se retratasse, o que não se deu.

Em 1520, as idéias de Lutero foram condenadas numa bula promulgada por Leão X, e lhe foi dado o prazo de 60 (sessenta) dias para retratar-se, sob pena de heresia. Lutero queimou publicamente a bula papal. Carlos V, soberano do Sacro Império Romano Germânico, a quem preocupava o movimento iniciado pelo rebelde, intimou-o a comparecer à Dieta de Worms. Nela, Lutero reafirmou suas idéias e, garantido por um salvo-conduto, refugiou-se num castelo de seu amigo Frederico III, da Saxônia.

Lutero havia desencadeado uma onda de descontentamento e de revolta social. Em 1522 rebentava uma tremenda rebelião da pequena nobreza, abafada pelos exércitos da alta nobreza com o apoio da Igreja. Logo em seguida, em 1524, um levante de classes inferiores estourou no sul da Alemanha, com reivindicações de liberdade e igualdade social, que acabou dominada pelos nobres, prestigiados pelo próprio Lutero que os apoiou na repressão da rebelião campesina, na qual era nítida a influência dos anabistas. Estes constituíam o grupo protestante mais radical de seu tempo. Recomendavam aos cristãos a divisão dos bens e recusavam a prestação de serviço militar. Nessa altura dos acontecimentos, os protestantes já constituíam uma força político-religiosa na Alemanha e, parte da nobreza, se havia apoderado dos bens do clero católico.

Reuniu-se a Dieta de Spira (1526-1529), para resolver as grandes divergências existentes entre católicos e reformistas. Pediram os católicos que não fosse abolida a missa nos lugares onde ainda era celebrada e que fosse proibida a pregação doutrinária dos reformistas, nos lugares onde ainda não haviam dominado. Os luteranos protestaram contra estes pedidos, donde lhes veio o nome de "protestantes", pelo qual ainda hoje são conhecidos.


Conseqüências

Tal movimento expandiu-se pela Europa. Na Suécia e Dinamarca o protestantismo tornou-se religião oficial. Na Suécia, sua implantação foi política, pois o rei Gustavo Wasa, desejando anular a autoridade dos bispos, recuperou os domínios que haviam sido legados à Igreja Católica, fazendo profissão de fé luterana e procurando-a introduzir em todo o reino. Na Dinamarca, Frederido I declarou-se abertamente protestante e, mais tarde, seu filho Cristiano III aboliu a hierarquia católica e confiscou-lhe os bens. Na Suíça a reforma foi introduzida por Ulrich Zwinglio que, persuasivo, atraiu tão grande número de adeptos a ponto de, em 1529, provocar uma guerra civil-religiosa, na qual morreu. Enquanto a Suíça se debatia entre os dois grandes partidos políticos, chega a Genebra João Calvino, que sofrera profunda influência dos discípulos de Lutero. Definiu elementos básicos de sua teologia em sua Instituições da Religião Cristã. Alastrou-se o calvinismo pela Holanda e França, tendo também se infiltrado nos reformistas da Inglaterra (puritanos) e da Irlanda (presbiterianos).

Na Inglaterra, a revolução protestante teve como causa, entre outras, o casamento de Henrique VIII com Ana Bolena. O Soberano inglês era casado com Catarina de Aragão, mas apaixonara-se por Ana Bolena e pedira ao Papa Clemente VII a anulação de seu casamento, usando como pretexto a suposta existência de parentesco com a própria esposa. Não tendo conseguido o intento, Henrique VIII convocou uma assembléia do clero que o reconheceu como chefe da igreja anglicana, conseguindo, junto ao Parlamento abolição dos pagamentos de rendas ao Papa e proclamaram a igreja anglicana como órgão oficial sob autoridade exclusiva do rei.


Reação Católica

Antes mesmo do movimento reformista, já havia conhecido a Igreja um movimento de revivescência religiosa, iniciado pelo Cardeal Ximenes, na Espanha, onde se fundaram escolas, coibiram-se os abusos nos mosteiros e foram os padres obrigados a aceitar sua responsabilidade de dirigentes espirituais. Na Itália, já um grupo de padres fervorosos vinha trabalhando por uma recuperação do antigo espírito cristão, através de obras de caridade e serviço social. Destacaram-se os teatinos, com votos de pobreza, castidade e obediência, e os capuchinhos, que pretendiam seguir a mesma trilha de são Francisco. Além disso, comunidades religiosas organizaram-se, novas ordens foram fundadas, dentre as quais a Companhia de Jesus, ou Ordem dos Jesuítas, que é a que melhor caracteriza o espírito de reação católica. Seu fundador foi Santo Inácio de Loyola. Como antigo oficial espanhol, ficou gravemente ferido no cerco de Pamplona. Durante sua prolongada convalescência, converteu-se e transformou-se num batalhador da causa católica, num dos momentos mais críticos da Igreja, ou seja, durante a expansão luterana. Deu à sua companhia uma organização pautada em moldes militares. Com as armas do ensino, da prédica e da catequese, os jesuítas infiltraram-se nas hostes luteranas, cristianizaram a américa espanhola, penetraram na China, no Japão, na Índia e evangelizaram o Brasil, onde destaca-se o nosso grande Padre José de Anchieta.
A reação católica, comumente denominada "contra-reforma", foi orientada por seis grandes Papas: Paulo III, Júlio III, Paulo IV, Pio V, Gregório XIII e Sisto V.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

O CAMINHO MAIS RÁPIDO PARA O PERDÃO



Por: Gary D. Chapman

Eles estavam em meu gabinete quando a esposa falou:
´Eu o perdoaria, bastaria que ele pedisse perdão´.
Ele respondeu: ´Eu pedi´.
´Não pediu´.
´Falei para você que sentia muito´, disse ele.
´Isso não é pedir perdão´, argumentou ela.
Seus pedidos de desculpas têm caído no vazio? Os pedidos de perdão de seu cônjuge chegam ao seu coração e o motivam a perdoar? Ou você está casado com alguém que raramente pede perdão?
Ainda na infância aprendemos o que significa pedir perdão. Joãozinho empurra Maria na escada e a mãe dele ensina: ´Peça desculpas´. Ele, então, fala: ´Desculpa´, mesmo sem achar que precisava ser desculpado. Já adulto, o conceito dele sobre perdão será, provavelmente, dizer: ´desculpa´. No entanto, Julie, esposa dele, aprendeu a dizer: ´Eu estava errada. Você pode me perdoar?´. Para ela, é isso que significa pedir perdão. Assim, quando o marido fala o que está acostumado a dizer, ela não entende como um pedido de perdão. Talvez ele tenha sido sincero, mas a sinceridade dele não a atingiu. Depois de dois anos de pesquisa, eu e a Dra. Jennifer Thomas descobrimos que as pessoas têm linguagens diferentes para pedir perdão. Alguém pode ser sincero no pedido e, mesmo assim, não ser entendido como sincero, porque usou a linguagem errada. Descobrimos cinco linguagens diferentes para pedir perdão.
  • Expressando arrependimento: ´Sinto muito´. ´Sinto-me péssimo porque o que fiz lhe magoou tanto´. Essa linguagem se identifica com as emoções da parte ofendida.
  • Aceitando a responsabilidade: ´Eu estava errado. Identifique seu erro e reconheça sua culpa. Eu não devia ter feito isso. Não há desculpa. O que fiz foi muito errado´.
  • Fazendo a restituição: ´O que posso fazer para compensar meu erro? Como posso recompensá-lo? O que preciso fazer para você voltar a confiar em mim?´
  • Arrependimento genuíno: ´Vou tentar não fazer isso de novo´. O arrependimento não inclui promessas radicais como: ´Prometo que, se você me perdoar, nunca mais vou fazer isso´. Entretanto, o arrependimento expressa o desejo de mudar o comportamento. ´Não quero que isso continue acontecendo. Ajude-me a pensar em formas de mudar meu modo de agir´.
  • Pedindo perdão: ´Você pode, por favor, me perdoar?´ Esta linguagem expressa humildade. ´Sei que não consigo restaurar sozinho nosso relacionamento. Vamos precisar que você seja misericordioso, mas meu desejo sincero é que você me perdoe e que nós possamos prosseguir com nosso relacionamento´.
Analisando a maioria dos pedidos de perdão, percebe-se que quem fala usa apenas uma ou duas das linguagens do perdão. Caso não forem as mesmas usadas pela pessoa ofendida, o pedido soará vazio. Ela pode decidir perdoar, mas continuará com dúvidas quanto à sua sinceridade. Ser sincero não é suficiente.
Para descobrir a linguagem que seu cônjuge mais usa, pergunte: ´Quando você pede a alguém, o que costuma dizer ou fazer? E quando alguém pede perdão a você, o que você gosta que a pessoa diga ou faça?´. As respostas a essas duas perguntas provavelmente revelarão a linguagem que ele costuma usar.
Um marido contou: ´Eu e minha esposa usamos linguagens diferentes. Eu expresso arrependimento. E basta que ela diga que está arrependida e que se sente mal por ter me magoado. Só preciso ouvir isso para ficar pronto para perdoar. Mas não é isso que minha esposa deseja ouvir em um pedido de perdão. Ela quer que eu me mostre disposto a fazer a restituição. Para ela, quando digo: ´Como posso lhe compensar pelo que fiz?´ é que realmente pedi perdão. Dizer ´sinto muito´ não é suficiente para ela. Aprender a falar a linguagem do perdão que ela utiliza fez com que o nosso relacionamento melhorasse muito´.

Algumas advertências
Advertência: Você pode ter dificuldade para falar a linguagem do perdão de seu cônjuge. Pode ser que você não a tenha aprendido na infância. A notícia boa é que é possível aprender depois de adulto! Aprender a falar a linguagem do perdão que seu cônjuge utiliza é um tempo bem investido. As barreiras emocionais serão removidas com mais rapidez e de forma mais profunda.
Advertência: Remova, dos pedidos de perdão, a palavra ´mas´. Dizer ´Sinto muito, mas se você não tivesse... eu não teria...´ é negar o pedido de perdão. Você acaba jogando sobre o outro a culpa pelo seu comportamento errado. Agora, precisa pedir perdão de novo.
Uma senhora me perguntou: ´Faz 42 anos que peço perdão a meu marido com a linguagem errada. Você acha que devo mudar agora?´.
´Nunca é tarde demais para fazer o que é certo´, sugeri.
Um mês depois ela me contou: ´Comecei a pedir perdão na linguagem que ele utiliza e posso dizer que faz diferença mesmo. Ele tem sorrido mais, e sinto-me mais próxima dele´.
´Valeu a pena se esforçar para aprender a falar uma nova linguagem do perdão?´, perguntei.
´Com certeza´, disse ela.
Nunca é tarde demais para aprender.
Eu gostaria que todos os casais tivessem essa mesma atitude.

Gary D. Chapman é terapeuta familiar nos EUA e autor de "As cinco linguagens do amor"  (Ed. Mundo Cristão). é casado com Karolyn há 45 anos.

Extraído do site Cristianismo Hoje.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

HOMENS E MULHERES




Quando estão namorando o homem é todo espírito de romance. É uma mistura dos galãs de cinema e novela. Seu único alvo é agradar a namorada. Cada desejo dela é uma ordem para ele. Mas o que acontece com ele após o casamento? Acontece uma transformação terrível que a esposa não consegue compreender.

Após a cerimônia e uns poucos anos de casamento, as coisas ficam um pouquinho diferentes. O homem se torna o espírito absoluto de egoísmo. É tão romântico como um cobertor molhado. Sua idéia de uma noite romântica é comer um bife (que a mulher mesmo prepara), alugar um filme de guerra e dormir no sofá (assistindo o filme). A pobre mulher vai de finos vinhos e flores para os dias de sanduíches baratos e cuecas sujas. Que queda hein!

Outra surpresa desagradável para as mulheres é descobrir que os homens não gostam de fazer o serviços rotineiros da casa. Lavar roupa, cozinhar, passar aspirador estão debaixo da dignidade dos homens. Os homens preferem projetos grandiosos. Comprar um carro novo, reformar a sala de TV, instalar um sistema automático de molhar o jardim.

Mulheres, não é impressionante como o homem ocupa um cargo responsável que requer muito trabalho e uma variedade de optidões pode ser tão preguiçoso e inútil em casa? Quando ele entra pela porta da frente, seu QI cai quarenta pontos e ele fica incapaz de realizar tarefas caseiras. Mas quando completa uma destas tarefas o que ele espera imediatamente? Vocês sabem. Um desfile em sua honra. Se a mulher não se ajoelhar agradecida e beijar sua mão ele emburra. Fez o trabalho e ninguém notou. Coitadinho!

Os homens não são muito bons em conversar. As mulheres pensam que a única coisa que eles pensam é em comida, emprego, esporte, e sexo - não somente nesta ordem. Os homens não conversam muito e quando abrem a boca é para arrotar ou pedir o sal. Durante um jogo de futebol na TV o homem expressa uma vasta gama de emoção: fúria, alegria, medo, paixão. Ele está se esbaldando emocionalmente. Após o jogo como foi o jogo? E ele diz “Bem”. “Oh! Foi Bem! Obrigada por me contar. Isso me diz tanto! Após anos de pesquisa descobrimos que os homens têm um vocabulário limitado após o casamento. Eles emitem apenas quatro sentenças: “Não sei”. “ Você disse alguma coisa querida”? “ Preciso desta camisa para amanhã” e o mais importante de todas.” O que temos para o jantar?.

Com estas demonstrações sobre os homens, estou tentando mostrar como é difícil entender o sexo oposto. A maior parte do tempo o homem e a mulher funcionam em níveis diferentes. A maneira como vemos as coisas, como expressamos emoções são dramaticamente diferentes. Não existe uma área importante em que os dois sexos se encaixam naturalmente bem. Nenhuma!

Porque Deus fez isso conosco? Porque ele nos fez tão diferentes? Ele tem senso de humor creio que há três diferentes razões principais:

Primeiro nossas diferenças nos forçam a depender de Deus. Sem Ele o casamento é impossível. 

Segundo lugar nossas diferenças podem nos levar a uma complementaridade no relacionamento.

Em terceiro, nossas diferenças podem nos levar a uma intimidade profunda. A melhor e mais profunda intimidade vem entre um homem e uma mulher. Vocês notaram que essas diferenças podem levar a esses benefícios. Elas também podem esfacelar um relacionamento, porque os parceiros não aprendem a lidar eficazmente com suas diferenças básicas masculinas e femininas... precisamos ver como essas diferenças afetam nossas conversas, e encontrar técnicas específicas que nos capacitarão a trabalhar com nossas diferenças para criar uma intimidade profunda e duradoura.

Extraído do site www.ministerioapoio.com.br



quarta-feira, 10 de abril de 2013

O que significa seguir a Jesus?




LUCAS 9:57-62: E aconteceu que, indo eles pelo caminho, lhe disse um: Senhor, seguir-te-ei para onde quer que fores.  E disse-lhe Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.  E disse a outro: Segue-me. Mas ele respondeu: Senhor, deixa que primeiro eu vá enterrar meu pai.  Mas Jesus lhe observou: Deixa aos mortos o enterrar os seus mortos; porém tu, vai e anuncia o Reino de Deus.  Disse também outro: Senhor, eu te seguirei, mas deixa-me despedir primeiro dos que estão em minha casa.  E Jesus lhe disse: Ninguém que lança mão do arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus.


O que significar seguir a Jesus? A definição mais simples que podemos ter é a de entrar no Reino de Deus. Este reino é o poder de Deus que invade este mundo transforma tudo através do poder do Espírito Santo, não é um reino deste mundo, mas que vêm de Deus.

Diferente dos líderes humanos, Jesus não coloca seu reino como uma fantasia ou mundano, seu reino é celestial, e somente pode se entrar nele se for chamado por Jesus.

Neste texto de Lucas, nós vemos quem são as pessoas que entram e que não entram neste reinado. Para entrar neste reino, precisamos ser salvos por Jesus e ter Ele como nosso rei. Pensando em Bonhoeffer, é preciso duas coisas que, normalmente, separamos: crer (Jesus como salvador) e obedecer (Jesus como senhor).

O primeiro homem narrado por Lucas, é aquele que apenas crê, mas não entende a dureza do reino, não entende o que é obediência. Ele quer seguir a Jesus pensando que se ele seguir Ele por todos os lados,  sua vida ficará melhor. Há apenas obediência, há apenas a ilusão de que o esforço pode mudar a vida. Não há um crença em Jesus como salvador, o que salva este homem é sua obediência.

A resposta de Jesus, é que as raposas tem covis e e as aves tem ninhos, ou seja, haverá problemas. Jesus está dizendo que não tem status, não tem riquezas, não tem influência, não tem ao menos um lugar para morar. A promessa dele não está em comida ou bebida, mas em justiça, paz e alegria que é o Reino de Deus.

Muitos começam a seguir por entusiasmo próprio como este homem, achando que vão melhorar as suas vidas, mas quando acontece um revés não entendem por que aquilo que está acontecendo com eles. Estes não entendem o que Jesus diz, que haverá sofrimentos, haverá problemas, há uma cruz que devemos carregar e compartilhar com Ele, crendo que Ele e não nossos esforços vão produzir descanso para a nossa alma.

Os dois últimos homens são os exemplos de um outro lado da questão, muitos acreditam em Jesus, mas não querem obedecê-lo.  Porque não entendemos a grandeza do chamado de Jesus.

O segundo homem diz que primeiro quer enterrar seus pais, ele coloca as obrigações antes  do seguir a Jesus, ele quer cuidar do seu passado antes de começar a seguir a Jesus.  O terceiro homem diz que primeiro quer despedir dos seus familiares antes de segui-lo.  É a questão de muitos de nós, eu vou segui-lo, contudo, existe o mas antes ou o contanto que.

Entrar no reino de Deus significa um compromisso absoluto com este reinado, Jesus não pode ser nosso salvador e rei se não abrirmos mãos dos nosso mas antes.

Se você tiver qualquer condição ou qualificação, isto é, o seu verdadeiro rei, você mesmo. Você é que está no controle da sua vida. Você diz que quer ser bom, mas ainda não. Ou seja, você diz sim ou não para Jesus, diz acreditar nele mas nega sua obediência.

A primeira resposta de Jesus, deixe os mortos enterrarem seus mortos, quer dizer que se existe alguma coisa mais importante que seguir a Ele, nós estamos mortos.  E isto vai matá-lo.

Quando dizemos a Jesus, eu vou segui-lo mas antes deixe eu fazer tal coisa ou contanto que tal coisa aconteça, esta condição é, na verdade, nosso rei e salvador, acreditamos que quando resolvemos isto estaremos salvos e vivos, por isto mesmo, estamos mortos.

A terceira resposta de Jesus diz que quem coloca a mão no arado e fica olhando para trás é apto para o reino de Deus.  Quando estamos arando uma terra é essencial que fiquemos olhando para frente para que não saia nada torto e o trabalho seja bem feito, quando estamos seguindo a Jesus há momentos em que não enxergamos claramente o fruto que será produzido com a nossa retidão em segui-lo, mas devemos continuar seguindo crendo que Ele tem o melhor para nós.

A obediência está ligada a crença de maneira inseparável, porque cremos que Ele é o nosso salvador e obedecemos porque ele é o nosso senhor, assim crer em Jesus é que Ele melhor que nós sabe o que é vida para nós e obedecemos porque confiamos em seu juízo.

Quando ficamos olhando para trás para as coisas que deixamos antes de começar a segui-Lo, os antigos ídolos do nosso coração começam a reviver, deixamos o reino de Deus.

Ninguém que ama qualquer coisa mais do que Ele pode permanecer no reino de Deus, para glorificar a Deus em nossa vida, devemos buscar nossa alegria nele somente a todo instante. Nenhum de nós está isento disto.

Para concluir, lembro-me da frase de C.S. Lewis, que muitos preferem reinar no inferno, do que servir no reino de Deus". Esta é a escolha que se coloca para cada um de nós nessa vida, uma vida ou uma morte, crer e obedecer ou morrer.


Fonte: 
Bonhoeffer - Discipulado.
Timothy Keller - Let the Dead Burry Their Dead
C.S. Lewis- O Grande Abismo

quinta-feira, 4 de abril de 2013

DICAS PARA OS MARIDOS



“O verdadeiro amor nunca se desgasta. Quanto mais se dá, mais se tem”.
                                                               
O amor requer ações para ser real. Nós mulheres necessitamos ser amadas. Quando as esposas não se sentem amadas, elas ficam amarguradas, irritadas e reclamam de quase tudo por não terem suas necessidades emocionais supridas.

Como o homem é racional e a mulher é emocional, um age com o outro da mesma forma como sente.

Como então os maridos podem atender às necessidades emocionais de suas esposas?

Tenho trabalhado com um grupo de mulheres há seis anos, “As Filhas de Sara”, e percebo como elas gostariam de ser tratadas por seus maridos. Por isso desenvolvi algumas sugestões para ajudar os maridos em sua missão de fazer as esposas sentirem-se amadas.

1ª - É necessário assegurá-la sempre de seu amor; dizer que a ama de formas inesperadas.

2ª – Fazer carinhos, abraçá-la e beijá-la, sem que haja interesse sexual.

3ª – Cuidar: acompanhá-la, quando puder, ao médico, às compras, shoppings.

4ª - Ouví-la sempre, ainda que não seja assunto importante. Desenvolver o diálogo, falar de seus sentimentos. As mulheres necessitam ouvir seus maridos.

5ª – Comemore o aniversário dela e o de casamento. Anote na agenda para não esquecer.

6ª – Cultive o romantismo: rosas, bombons, mãos dadas, café na cama, massagens relaxantes e mimos fora de datas especiais; relembre a lua-de-mel!

7ª - Valorize-a sempre: elogie sua beleza, qualidades e dotes culinários.

8ª – Diga sempre que ela é importante para você e como pode torná-la mais feliz.

9ª – Pergunte se ela precisa de ajuda nos serviços ou consertos domésticos.

10ª – Ser sacerdote do lar: ore com ela, por ela e seus filhos.

Por: Nilson e Alcyone Couto
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terça-feira, 26 de março de 2013

DEZ DICAS PARA VOCÊ FAZER MUITO COM POUCO



Por Josué Gonçalves

Crescer financeiramente é o desejo de todas as pessoas que sonham grande. Infelizmente, educação financeira não se aprende na escola, eis a razão porque encontramos médicos, dentistas, advogados, engenheiros, professores universitários com sérios problemas financeiros. Administrar com inteligência o dinheiro, é uma habilidade que qualquer um pode aprender. O problema é que são poucas as pessoas que investem tempo buscando conhecimento sobre “como administrar seu dinheiro com inteligência”. Tudo na vida é o resultado daquilo que sabemos e praticamos. Quantos livros você já leu sobre finanças? Quantas palestras em cd ou dvd você já ouviu ou assistiu sobre educação financeira pessoal? Quando você está com uma pessoa bem sucedida financeiramente, você procura ouvir muito e faz perguntas inteligentes para aprender quais são os segredos do sucesso financeiro?

Quero lhe dar dez dicas para você fazer muito com pouco.

1. O dinheiro que você ganha é “vida”. Você deixou horas da sua vida trabalhando, e estas horas foram convertidas em dinheiro. Se o dinheiro tem tanto valor assim, administre-o com muito critério cada centavo.

2. Toda pessoa bem sucedida sabe planejar, elas pensam antecipadamente e sabem fazer planos a longo prazo. Planeje, planeje, planeje...

3. Faça uma lista das suas prioridades e assuma um compromisso radical com elas.

4. Esteja sempre envolvido em algum projeto que force você a economizar para atingir um objetivo. INVESTIMENTO.

5. Leve a sério os pequenos vazamentos, os desperdícios. Por exemplo, luzes acesas durante o dia, torneira aberta enquanto escova o dente etc.

6. Compre primeiro por necessidade e não por desejo. CUIDADO COM SUA VAIDADE PESSOAL.

7. Procure não andar com muito dinheiro no bolso. Use mais cheque ou o cartão.

8. Seja disciplinado, não compre porque todos estão comprando. Saiba dizer não para as pessoas que forçam você a comprar e não compram nada.

9. Leve a sério os juros, por menor que seja.

10. Seja generoso(a), a Bíblia diz que, o generoso será abençoado.
O nosso sucesso está sempre ligado as instruções que seguimos. Pessoas sabias seguem instruções sabias, pense nisso.

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