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sábado, 12 de setembro de 2015

CASAMENTO FAZ BEM


Por: Gracie S.Hsu

´Se você quiser viver mais tempo, perca peso´. Isto é o que diz um estudo recente e amplamente divulgado, o qual foi publicado no New England Journal of Medicine (Jornal de Medicina da Nova Inglaterra).

Mas, na verdade, há uma outra maneira, mais eficaz, a fim de aumentar a sua longevidade, de seu cônjuge e de seus filhos, sem que tenham que suar tanto ou sofrer com uma dieta rigorosa. Basta que permaneça casado.

De acordo com um estudo, recentemente publicado no American Journal of Public Health (Jornal Americano de Saúde Pública) e no American Psychologist (Jornal de Psicologia Americana), tanto a separação de uma pessoa, quanto o divórcio de seus pais, reduziram, consideravelmente, a expectativa de vida de um grupo de 1500 crianças, as quais foram pesquisadas ao longo de suas vidas.

É verdade. O divórcio pode colocar a sua saúde em risco. Homens e mulheres que experimentaram o divórcio em algum período de sua vida, mesmo tendo se casado novamente, ainda assim tiveram 40% mais chances de ter uma diminuição do tempo de vida que aqueles que permaneceram casados. Aqueles que não se casaram novamente ficaram em situação mais delicada. Homens que permaneceram divorciados ou separados apresentaram um índice de 120% a mais de probabilidade de diminuir a perspectiva de vida. Entre as mulheres, o risco pulou para 80%.

Dr. David B. Larson, Presidente do Instituto Nacional de Pesquisa para o Cuidado da Saúde (National Institute for Healthcare Research - NIHR), em Rockville, MD, divulgou, recentemente, um relatório de uma extensa pesquisa com muito mais detalhe sobre o impacto do divórcio sobre a saúde. Entre outras descobertas, o Dr. Larson descobriu que as pessoas divorciadas tinham mais probabilidade de ficarem doentes. Entre os homens, a probabilidade de ter problemas cardiovasculares era duas vezes maior do que em homens casados. 

Na verdade, homens divorciados que não fumavam corriam um risco apenas ligeiramente menor do que os casados que consumiam uma carteira de cigarros por dia.

Conquanto a ameaça de uma morte prematura não tenha um grande efeito na mente dos casais que estão pensando em se divorciar, o fato de que isto pode abreviar a vida de seus filhos deve ser razão suficiente para levá-los a refletir.

É interessante observar que os resultados negativos associados com o crescimento num contexto de separação podem ser compensados pela fé cristã. 

O Dr. Larson descobriu que a experiência religiosa não apenas diminui a possibilidade do divórcio, como também é um prognóstico de uma grande satisfação no casamento. Indo além, muitos outros estudos têm mostrado o relacionamento positivo entre a experiência religiosa e uma maior longevidade.

Um estudo sobre a população idosa, publicado no American Journal of Epidemiology (Jornal Americano de Epidemiologia), descobriu que os menos religiosos tinham um grau de mortalidade duas vezes maior do que aqueles que eram mais religiosos, independentemente de idade, estado civil, educação, raça, sexo. Um outro estudo, de 10 anos, com 2.700 pessoas, revelou que o aumento de freqüência à igreja era o único fator social que, efetivamente, diminuía a taxa de mortalidade entre as mulheres.

Enquanto o divórcio é claramente uma grande questão pública da saúde, fazer com que o índice de crescimento diminua é um trabalho muito difícil. Mas não é de maneira nenhuma impossível. Convencer as pessoas a perder peso é também muito difícil. Contudo, muitas pessoas, em todo lugar, sacrificarão um Big Mac, procurarão os Vigilantes do Peso, freqüentarão uma Academia de Ginástica, um SPA, etc. Sempre com o objetivo de perder peso, para que possam viver mais tempo e ter melhor qualidade de vida.

Quem sabe, um novo marketing para promover o casamento precisa ser desenvolvido? Os shows da TV poderiam mostrar mais casais casados e menos casais divorciados; conselheiros matrimoniais e terapeutas de casal poderiam aparecer mais nos meios de comunicação; as novelas poderiam mostrar casais tentando melhorar e salvar o casamento; frases sobre a importância do casamento poderiam ser impressas nas certidões de casamento. Se essas iniciativas não ajudarem em muita coisa, ao menos elas darão um novo significado para o termo ´uma vez casado, casado para sempre´.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

O QUE ELAS QUEREM NO CASAMENTO?


Afeto

A mulher é movida por afeto, que é o mais nutritivo alimento do seu coração. Quando elege o seu cônjuge, ela espera receber dele afeto, em forma de palavras, de toques e de atitudes, pois as relações conjugais lhes são sinônimos de relações afetivas. A sensibilidade da mulher ao toque, por exemplo, é dez vezes maior do que a do homem.

O casamento para a mulher, é acima de tudo, a expressão máxima de amor e compromisso entre duas pessoas, e só secundariamente, entendido como uma instituição.

Esta necessidade é, em geral, ignorada pelo homem, por achar que o puro cumprimento do dever de suprir a casa é motivo de satisfação para a mulher. Mas não é assim para ela. O afeto é uma de suas necessidades permanentes e, independente do tempo que está casada, a mulher espera receber sempre do seu esposo boas e constantes doses de carinho e afeto.

Este comportamento do homem rejuvenesce e estimula a mulher a estar sempre mais atraente e assim, motivar as atitudes de afeto do seu esposo.
Intimidade

No relacionamento conjugal, quanto mais proximidade, melhor. No caso da mulher, parece que sua estrutura emocional e sua estrutura cerebral, têm este campo de necessidade maior que a do homem, fazendo com que, a convivência íntima seja muito mais buscada por ela do que por ele, no casamento. A mulher cobra constantemente do homem esse tipo de convivência e um ambiente onde haja compreensão empática e um nível de confiança baseado no compromisso da fidelidade e da continuidade das relações conjugais.

A intimidade deve se expressar no âmbito da sexualidade, eixo ao redor do qual giram outros aspectos da intimidade, e significa mais que a união dos órgãos sexuais, mais que a excitação sexual recíproca de ambos, mais ainda que a mútua realização do orgasmo, mas, um encontro que dar-se no cerne de suas vidas; no âmbito das emoções, visto ser o contato em que se revela o eu mais profundo de duas pessoas e; no âmbito espiritual, ou seja, na aproximação que se desenvolve através do compartilhar as áreas das preocupações últimas, o sentido da vida e sua relação com o universo e com Deus. Neste tipo de intimidade pode dar-se o mais profundo encontro entre as pessoas. É indispensável para a própria estabilidade das relações conjugais o acercar-se deste tipo de intimidade.

Diálogo

A comunicação é um dos aspectos mais relevantes do casamento, porém, não podemos negar que é também nesta área que se concentra um grande foco de conflitos na relação conjugal, pois, homem e mulher têm, neste aspecto, acentuadas diferenças que se evidenciam logo cedo. As meninas começam a falar antes dos meninos e aos três anos têm mais ou menos o dobro do vocabulário deles. Recentes pesquisas revelam que no cérebro da mulher, a fala tem duas áreas específicas: uma principal que fica localizada na parte frontal do hemisfério esquerdo, e outra menor, no hemisfério direito. Enquanto que as mulheres usam mais de 20.000 palavras por dia, os homens usam apenas 7.000. O cérebro da mulher, portanto, já vem estruturado para usar a fala como principal forma de expressão.

Um outro aspecto relevante, é que para a mulher, a comunicação vai além de mera conversa clichê, aquela que se faz através de frases prontas e chavões, em que as palavras soam vazias. Ao se comunicar, a mulher expressa sentimentos e usa a comunicação num nível mais profundo, para se aproximar e tornar-se íntima. Daí a sua grande necessidade de falar sobre a relação e de ter o feeedback do seu cônjuge a esse respeito.

Sem sombra de dúvida, ao lado de um homem calado, com o olhar perdido, sempre há uma mulher se sentindo desprezada e distante, com a sensação de que algo vai muito mal na sua relação conjugal. O silêncio do homem é uma das maiores ameaças para a mulher.

Honestidade

A personalidade de uma pessoa sempre foi um aspecto importante a ser avaliado no momento de se decidir por uma relação duradoura. Nas mulheres, isto parece ser ainda mais valorizado que nos homens. Enquanto estes têm a tendência de se basear mais pela vista, aquelas se interessam mais por qualidades interiores do homem, os traços de sua personalidade, suas características pessoais, seu caráter.

A honestidade é um dos traços que a mulher mais admira no homem. Só numa relação de honestidade e franqueza a mulher se sente segura e tranqüila para expressar livremente toda a grandeza dos seus sentimentos.

E o homem, não valoriza também o caráter da mulher? Evidente que sim. O que faz com que ele não coloque este aspecto como uma necessidade primordial no casamento, é que o comportamento da mulher, em geral não lhe causa tanta preocupação.

Sustento financeiro

Quase que em toda história da humanidade o homem exerceu o papel de provedor da família. Era o responsável pelo abrigo e o sustento desta. Há no seu cérebro, uma estrutura programada para esse tipo de comportamento e, mesmo nos nossos dias, não é simples para ele conviver numa situação em que a mulher esteja fazendo o seu papel, como acontece em muitas famílias. A mulher, por sua vez, não superou o condicionamento de milhões de anos, vivendo sob a proteção do homem e continua a vê-lo como o mantenedor do lar, mesmo nos casos em que esteja ganhando mais que ele.

O homem, de algum modo, é visto como fundo de reserva para a mulher. No mínimo, ela espera dele uma cooperação financeira para sua maior segurança no casamento. Neste aspecto, parece não haver tanta discrepância entre homem e mulher pois, se ele mantém a consciência de mantenedor da casa, ela continua a esperar dele o cumprimento desse papel na construção do casamento.

As divergências neste campo se dão mais em termos das prioridades de ambos. Homens e mulheres divergem muito na hora de usar o dinheiro.

Esperamos que os casais sejam mais diligentes em procurar compreender as diferenças existentes entre o modo de ser masculino e o modo de ser feminino. 

A dinâmica dessas diferenças dentro de um ambiente de mútua compreensão enriquecerá ainda mais a fascinante aventura da vida, o casamento.

 Pr. Risan-joper

terça-feira, 23 de junho de 2015

Lute pelo seu casamento



Há uma considerável lista de fatores que contribuem para os problemas conjugais, que vão desde dificuldades financeiras até a incompatibilidade de gênios. Entretanto, o que será considerado aqui é a formação de apego afetivo.

Desde bem pequenos os seres humanos têm a necessidade de cuidados por parte de outrem. Durante o período de formação da personalidade existem algumas circunstâncias fundamentais a serem desenvolvidas. O vínculo afetivo é um elemento primordial nesta categoria. Ele é básico. Do latim, vinculum: atadura, laço, aquilo que une.

Estudos conceituam o vínculo afetivo como sendo fundamental para as relações humanas. Alguns psicólogos acreditam que deve ocorrer algum relacionamento logo no início da vida da criança se quiser que ela forme, mais tarde, vínculos significativos.

O que tem se tornado presente durante a estruturação da personalidade infantil são os contatos superficiais, cuja preocupação localiza-se em prover a criança com alimentos, moradia e escola. Todavia, são insuficientes. E, ainda, muitas mudanças geográficas e/ou trocas constantes de cuidadores dificultam a formação do vínculo.

Posteriormente, na vida adulta, muitos obstáculos nas relações humanas relacionam-se a esta precariedade de vínculo. As pessoas não conseguem perceber este tipo de deficiência em seus relacionamentos. Focalizam os problemas em outras questões, ou ainda, preferem nem tocar no assunto. Há casos em que ignoram a possibilidade de lançar mão de uma psicoterapia.

Entretanto, perde-se a chance de resolver na causa os efeitos de uma convivência difícil.
Nestes casos, especificamente, onde houve uma deficiência na formação de vínculo na infância e as decorrências comprometem os relacionamentos subseqüentes, daremos o nome de Síndrome do Comportamento de Hospedagem ou SCH.

No relacionamento de um casal onde há a presença da SCH, quando entra na rotina da convivência, faz surgir um novo tipo de comportamento. A pessoa age, inconscientemente, de forma semelhante a um hóspede dentro de sua casa. Realiza as suas atividades comuns. No entanto, a sua forma de ser apresenta frieza, ocasionada pelo distanciamento.

Aos poucos, vai agindo como se estivesse hospedada na casa, cumprindo com alguns papéis pertinentes, todavia, trata as questões, antes parcimoniosas, de forma independente.

Deixa as responsabilidades, sobretudo as domésticas, para o outro cuidar. Onde havia uma atmosfera de cordialidade e doçura, passa a existir um espectro de isolamento e pesar. O outro vai percebendo esta diferença e acaba por se sentir, pouco a pouco, só. A sensação deste isolamento origina-se na forma pela qual a ausência do vínculo se manifesta nesta relação.

As discussões passam a existir com uma freqüência crescente. Os conflitos podem surgir e avoluma-se no processo bola-de-neve. A pouca consciência a respeito da SCH provoca a discórdia entre o casal, atingindo quem estiver por perto nesta convivência, via de regra, os filhos. Lembranças e cobranças de como a vida conjugal era boa anteriormente são lançadas no calor das discussões. Isto faz aquecer ainda mais o desentendimento. Esta é uma situação estressante para o casal, podendo levar os seus envolvidos à depressão e outros males, além da separação.

Este comportamento reflete o quanto o seu portador, inconscientemente, procura manter distância afetiva do outro para que não haja envolvimento.

Por se tratar de uma síndrome enraizada na formação vincular faz-se necessária uma avaliação psicológica. Além de indicar tratamento através de profissional especializado nas relações familiares, objetivando as mudanças terapêuticas necessárias.

Não raro, crê-se que a síndrome nasceu dentro do relacionamento. Todavia, ela foi desencadeada, apenas, durante o convívio. A pessoa não enxerga o problema já antigo. É possível comparar relações anteriores a atual e sentir que há algo semelhante nelas.

Contudo, é insuficiente para aceitar a síndrome e o seu tratamento. O jogo de culpa é apenas um instrumento para se defender, na tentativa de diminuir as péssimas sensações diárias. De nada adianta. Só aproxima o casal da separação. Separar, por sua vez, traz de volta o estado de isolamento requerido pela síndrome.

Buscar ajuda especializada é o remédio para este mal. Crer numa solução de poucos recursos como o esperar o tempo como agente de mudanças é dar oportunidade para que se instale a piora da SCH. Uma boa avaliação psicológica pode dar novos rumos às vidas das pessoas que pretendem o convívio.

Dialogar, e, entenda-se bem, conversar com o coração aberto, oferece uma primeira abertura para se compreender a vida do casal. Dar o primeiro passo pode modificar aquilo que já era considerado algo inevitável, como a separação. Há uma necessidade de crescimento por parte das pessoas envolvidas. O grau de maturidade determinará o quanto se quer conviver bem. Ambas as partes devem estar dispostas e comprometidas em participar deste processo, apoiando-se.

Cuidar da questão, alterando o comportamento de hospedagem para o de comprometimento afetivo em conjunto permite existir a unidade fundamental das relações conjugais: a dependência equilibrada e necessária do vínculo. Vale a pena lutar com vontade, ajuda e conhecimento.

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DICA DE LEITURA
Pr. Gilson Bifano recomenda a leitura do livro: "Amor e respeito".  Diz ele: "Uma das maneiras de lutar pelo casamento é seguir as instruções de Deus. Marido amando a esposa e esta, respeitando-o".

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Armando Correa de Siqueira Neto é psicólogo e psicoterapeuta. Desenvolve treinamentos organizacionais e palestras com Psicologia Preventiva e eventos educacionais.
E-mail: selfpsicologia@mogi.com.br

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Eu te amo...


CASAMENTO, ALIANÇA DE AMOR

Por: Luciano Motta

Voltando de um casamento recentemente, ainda com o gosto dos docinhos e salgadinhos, ainda com a alegria da festa, dos noivos, da cerimônia, fiquei a pensar no seguinte: "Como deve ser para um ministro a preparação de uma palavra aos noivos? O que dizer em um momento como esses?"

Há pastores e ministros diversos que "dão um sermão" nos noivos, no pior sentido desta expressão (graças a Deus não foi o caso do casamento que me levou a esta reflexão). Ora, o casal já está no altar, já entenderam que estão na vontade de Deus, são adultos, são servos de Deus. Não cabe ficar falando um monte de coisas, do que devem ou não devem fazer! O aconselhamento aos noivos deve ser antes da cerimônia.

Posso estar enganado, mas muitos pastores e ministros usam esta tática do sermão para aproveitarem a platéia composta de gente que precisa, sim, de correção. Mas uma cerimônia de casamento não é o melhor lugar para isso. Ah, a sabedoria... como precisamos dela!

Quando cheguei em casa, ainda refletindo nisso, comecei a pensar na criação do mundo, em como Deus uniu Adão e Eva, constituindo, assim, o casamento e a família. O pecado corrompeu o coração dos homens e os levou a tal distanciamento do Criador, a tal nível de maldade, que Deus quis destruí-los. 

Diz a Palavra que o Senhor se arrependeu de haver feito o homem sobre a terra e isso lhe pesou no coração (Gênesis 6.5-6).

Num estalo, percebi como isso tem a ver com a união entre homem e mulher. O casamento é o princípio, o gênesis do casal. A família recém formada ainda não foi tocada pelas circunstâncias da vida a dois. Com o tempo, ocorrem discussões, desentendimentos, atritos. Nada anormal, afinal, somos falhos, imperfeitos, carentes de Deus. Fora do comum é um casamento onde os momentos ruins são mais constantes do que os momentos bons.

Portanto, antes que chegue a este ponto, ou mesmo que já exista esta tensão no relacionamento, vem o pesar no coração e um pensamento arrependido: "Eu não deveria ter me casado!" Bem semelhante ao que Deus sentiu sobre sua criação.

Em outro momento, vemos novamente o Senhor prestes a destruir o Seu povo, por estar se inclinando em adoração a um bezerro de ouro (Ex 32.7-10). Como este, existem muitos outros episódios na história em que o homem esteve em grandes trevas. Vivemos hoje em um tempo de grande pecado na sociedade.

Então, o que impediu (e impede) Deus de destruir o ser humano? Da mesma forma, o que pode impedir um casamento de se acabar?

Antes de responder, uma observação: "Deus se arrepender" não é muito fácil para o nosso entendimento. Aliás, este é um sentimento bem humano, não cogitado por nós como possível na esfera divina. A própria Bíblia diz que Deus não é filho do homem para que se arrependa (Nm 23.19). Como pode ser isso?
Creio que, em um nível diferente do nosso, o Pai tem os seus sentimentos "abalados" quando algo está acontecendo com seus filhos. Diz a Palavra que quem toca em nós toca na menina dos olhos de Deus (Zc 2.8). Não importa o que aconteça, seja bom ou ruim, sejam circunstâncias exteriores ou interiores, 

Deus se importa, e muito, com o que estamos passando, a ponto de levá-lo a se regozijar ou a se irar. Isto é fato comprovado nas Escrituras. Podemos ver este cuidado de Deus em nosso dia a dia.

O Pai se importa porque ama. É por causa do Seu grande amor que não somos consumidos. Suas misericórdias não têm fim (Lm 3.22). É por isso que ainda existimos sobre a terra. É por isso que um casamento permanece até o fim da vida.

No meio de toda a maldade daqueles dias antes do dilúvio, Deus viu um homem justo: Noé (Gn 6.8). Deus ouviu a intercessão de Moisés por Israel e não consumiu o povo (Ex 32.11-14). Em cada momento de distanciamento da humanidade, homens justos fizeram a diferença. Com estes, Deus fez aliança. É como se Ele dissesse: "O Meu amor por vocês é grande demais. Não posso destruir homens e mulheres que andam na Minha presença e que, apesar de suas limitações, buscam viver à Minha imagem e semelhança, conforme os criei".

É este mesmo amor que leva um homem e uma mulher à decisão de passarem o resto da vida juntos. Este amor é a base que impede a queda e a destruição do casamento nos tempos de crise e dificuldade.

Há uma declaração tremenda que o Senhor fez, que demonstra o quanto Ele ama Seu povo: "Quando Israel era menino, Eu o amei, e do Egito chamei a meu filho. Mas quanto mais Eu os chamava, tanto mais se iam da minha face... O meu povo é inclinado a desviar-se de Mim... Como te deixaria, ó Efraim? Como te entregaria, ó Israel? Está comovido em Mim o Meu coração, todas as Minhas compaixões à uma se acendem. Não executarei o furor da Minha ira" (Os 11.1-2,7-9).

Estas palavras foram ditas pelo Senhor, contudo, mais parecem palavras de alguém em crise, que já fez de tudo, que está a ponto de desistir de seu relacionamento, mas que ainda reluta devido ao grande amor que bate no seu peito.

Este amor, porém, não impede a justiça. Mesmo depois de dizer estas palavras através do profeta Oséias, Deus não impediu que o povo fosse levado cativo à Babilônia. Só que lá no cativeiro, homens justos se levantaram, intercederam pelo povo e Deus ouviu suas orações. Mais tarde, foram trazidos de volta à terra, debaixo de nova aliança - é o amor em ação novamente.

Jesus é o símbolo da Nova Aliança (1 Co 11.25) deste tempo da graça em que vivemos. Nossas dívidas (pecados) de hoje são pagas pelo sacrifício de Cristo na cruz. Nossas vidas são limpas pelo sangue do Cordeiro. O poder do amor vence o poder do pecado!

O casamento é a aliança entre um homem e uma mulher. Os momentos ruins são superados pelo poder do amor de Deus na vida do casal. Então, como Deus renovou Sua aliança com os homens, porque ouviu as orações e viu neles arrependimento e justiça, assim a aliança do casamento é renovada. O diálogo aproxima, o perdão une e o amor consolida.

Quando vierem aqueles momentos ruins, ao invés de se deixar levar pelo pensamento "Eu não deveria ter me casado!", lembre-se que o amor de Deus está em você e só por meio dele será possível trilhar o caminho da unidade e da alegria. Lembre-se que este amor "tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta" (1 Co 13.7). Lembre-se de fazer a sua parte, de agir com justiça em primeiro lugar consigo mesmo antes de requerer qualquer coisa do outro. 

Renove a aliança que você fez com seu amado(a) diante de Deus e viva um novo tempo, um novo Gênesis em seu casamento.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

AS BEM-AVENTURANÇAS DO CASAMENTO


Bem-aventurado o casal que continua a demonstrar carinho e consideração um com o outros depois que a empolgação dos primeiros anos passou.
Bem-aventurado o casal que é educado e cortês um com o outro como eles são com seus amigos.

Bem-aventurados são aqueles que têm senso de humor, pois este atributo é um grande "amortecedor de choques".

Bem-aventurados são aqueles que amam seus companheiros mais do que qualquer outra pessoa no mundo e que cumprem com alegria seus votos de casamento com uma vida inteira de fidelidade e respeito mútuos.

Bem-aventurados são aqueles que alcançam a paternidade, pois os filhos são herança do Senhor.

Bem-aventurados os que se lembram de agradecer a Deus por sua comida antes de tomá-la, e que separam tempo para a leitura de Bíblia e oração diariamente.

Bem-aventurados os cônjuges que nunca levantam a voz para o outro e que fazem de seu lar um lugar onde palavras desencorajadoras são pouco ouvidas.

Bem-aventurado o casal que fielmente vai à igreja e que trabalha junto para a expansão do reino de Deus.

Bem-aventurado o marido e a esposa que sabem lidar com suas diferenças e se ajustam sem a interferência dos parentes.

Bem aventurado é o casal que tem um completo entendimento das finanças e que consegue uma parceria perfeita onde todo o dinheiro está sob o controle dos dois.

Bem-aventurados são o esposo e a esposa que humildemente dedicam suas vidas e seu lar a Deus e que praticam seus ensinamentos sendo leais, amorosos e não egoístas.

L. R. Silvado

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

10 DICAS PARA MELHORAR O SEU CASAMENTO


Se você deseja melhorar o seu casamento, diariamente precisa tomar atitudes nesse sentido. Veja algumas atitudes que você poderia tomar a partir de hoje no seu casamento. Se cada cônjuge fizer a sua parte, ambos experimentarão uma relação conjugal bem melhor.

TRATE O SEU CASAMENTO DE FORMA SINGULAR
Não existe nenhum outro igual ao seu. É preciso, porém, determinar o que é o casamento e o que queremos do casamento.

JOGUE FORA, DE VEZ EM QUANDO, O RESTO DE LIXO DO SEU CASAMENTO
Nosso problema nesse sentido consiste em juntar até não caber mais, queixas, mágoas, até se tornar insuportável. Viva o seu presente.

AJUSTE AS FINANÇAS COMO UM BEM COMUM
Aprenda a manusear o dinheiro como sendo da família, e não de um em particular. Cuidado com as ambições e o secularismo. Ponha Deus em primeiro lugar nas suas finanças.

REVIGORE A COMUNICAÇÃO FAMILIAR
Desenvolva o senso de humor como uma necessidade diária. Relembre o seu estilo galanteador, e renove a alegria da sua casa todas as manhãs. Cuidado com o ‘nunca’ e ‘sempre’.

DESCUBRA A ALEGRIA DO LAZER FAMILIAR
Trabalhar é importante, mas não se esqueça do lazer. Passeio com o seu cônjuge ou com sua família. Faça aquele passeio que há muito tempo estão planejando. Descubra formas criativas de lazer na sua própria casa ou na sua cidade.

EXERCITE O DIÁLOGO CONJUGAL ATÉ O FIM
Evite o desabafo com vizinhos e colegas. Faça tudo que puder porque o divórcio é muito ‘caro’.

REALIZEM NOVAS LUAS DE MEL SEM OS FILHOS
Use a sua imaginação indo a um lugar próximo ou a um hotel mais barato ou por poucos dias. Desvencilhe-se do excesso de apego aos filhos. Mantenha sempre a diferença entre a relação paterno-filial.

APRESENTE A SUA VOLUNTARIEDADE NOS SERVIÇOS DOMÉSTICOS
Antes de pensar que é o homem ou a mulher, lembre-se que são uma só carne. Descubra o prazer da ajuda mútua. Isto equilibra as forças de poder e mando e as relações afetivas.

CONTINUE INCENTIVANDO SUA RELAÇÃO AFETIVO-SEXUAL
A relação sexual está para o casamento como a calda de ameixa está para o pudim. Em muitos lares é como se o fogo da paixão afetiva já estivesse apagado. Lembre-se dos dias do fogão a lenha, um abano mantinha o fogo aceso e portanto a chama mais duradoura. Contudo a relação sexual depende da felicidade da relação afetiva e permanente.

PARTILHE COM O CÔNJUGE E SEUS FILHOS TODA EXPERIÊNCIA DO SEU CRESCIMENTO ESPIRITUAL BÍBLICO
Relembre a decisão de Josué e o testemunho de Noé e ponha Deus em primeiro lugar na sua família. Seja um sacerdote como Jó que apresentava seus filhos em oração a Deus porque podiam ter pecado (Jó 1:5). Relembre Deuteronômio 6 e ensine e pratique a vontade de Deus na sua palavra, sem materialismo, farisaismo, hipocrisia ou fanatismo, mas a palavra pura e simples, de Deus.

Pr. Elias Teodoro

domingo, 28 de setembro de 2014

SOLIDÃO NO CASAMENTO – É POSSÍVEL?

Por: Psic. Elizabete Bifano

O que é solidão? Gostaria de definí-la de uma maneira bem simples: sensação de estar desacompanhado, de não ser compreendido, de pensar e sentir só.
Erroneamente, muitas vezes pensamos que basta estar na companhia de alguém para não sentir solidão. No entanto, comumente nos deparamos com a sensação de estar só, mesmo quando rodeados por pessoas. Isto porque a solidão é um sentimento, não a ausência de pessoas.

Comentando sobre o grupo de pessoas solteiras ou descasadas, chamado por muitos de "grupo dos sós", uma irmã da igreja, descasada, dizia: "Não gosto desse nome, eu nunca me sinto só, porque tenho meus filhos".

Em contrapartida, já ouvi muitas queixas de irmãs casadas, por se sentirem sós, mesmo ao lado de seus maridos e filhos.

Sendo assim, podemos concluir que é perfeitamente possível sentir solidão mesmo estando casado e isto é normal, porque jamais alguém será totalmente compreendido em tudo que fala ou faz, totalmente aceito pelo que é ou está de bom humor em todas as circunstâncias.

Muitas vezes nosso comportamento faz com que nosso cônjuge se afaste de nós. Outras vezes, o comportamento dele faz com que nos afastemos dele. Noutras vezes, pode ser que nenhum dos dois saiba como se aproximar devidamente um do outro e, pode ser, ainda, que por mais que um implore atenção ou compreensão, o outro não possa dá-la porque não sabe como fazer. Então, o que resta é a triste, dura e fria solidão.

A vida a dois, o relacionamento humano, é uma tarefa complicada de ser executada. Temos de amar, cuidar e fazer o outro feliz. Mas, e quando um cônjuge não consegue fazer o outro feliz, não consegue ser um marido-companheiro ou uma esposa-companheira? Nestes casos, como driblar a solidão?

Para tanto, faço-lhe as seguintes recomendações:

1) Construa pontes e passe sobre elas

Johannes Peter Schmitt escreveu o seguinte pensamento: "As pessoas sentem-se solitárias porque sobem por muros, ao invés de atravessar pontes". Retire as barreiras que dificultam a aproximação de seu cônjuge e construa novas possibilidades em seu relacionamento conjugal, novos canais de comunicação, procure ver as situações de maneira descomplicada, deixe seu coração aberto e sorria. Quem sabe assim você derruba a muralha que está a sua frente!
Se de todo for impossível você ter um cônjuge companheiro e amigo, peça a Deus que coloque em sua vida um/a amigo/a bem especial, daqueles que você pode confiar plenamente, fazer confidências e orar juntos.

2) Faça da solidão um momento de oração

Em Mateus 14.23 vemos que Jesus "Tendo despedido a multidão, subiu sozinho a um monte para orar. Ao anoitecer, ele estava ali sozinho". A oração é vital para nossa comunhão com Deus. Aprendamos com o exemplo de Jesus.


3) Tire proveito da solidão

Sabiamente, Pe. Sertillanges escreveu "O retiro é o laboratório do espírito; a solidão suas asas. Todas as grandes obras foram preparadas no deserto, inclusive a Redenção". Jesus passou em agonia a solidão no Getsêmani e, logo depois, redimiu a humanidade. Escritores e poetas produzem belíssimas obras na solidão de seus pensamentos. Pessoas, de todos os lugares do mundo, tornam-se mais humanas e solidárias na solidão de um hospital ou de atroz sofrimento. A solidão não é de todo má; ela pode ser um perfeito laboratório para seu caráter e personalidade.

4) Aprecie sua própria companhia

Se você não suporta a si mesmo, quem mais suportará? Seja uma boa companhia para si mesmo; cuidado com a amargura, os pensamentos maus. "É você a pessoa responsável pela sua maneira de sentir. Você sente aquilo que pensa e pode aprender a pensar de modo diferente sobre qualquer coisa - se resolver fazê-lo.", escreveu Dr. Wayne W. Dyer, no seu " Seus Pontos Fracos". Decida alimentar sua alma de alegria, pensamentos otimistas, cânticos de louvor. Aprenda a não ser infeliz, a não se sentir só.

5) Sinta a presença de Deus

Não nos sentimos sozinhos quando Deus esta conosco. Foi assim com Jesus, eis sua declaração: Aproxima-se a hora, e já chegou, quando vocês serão espalhados cada um para a sua casa. Vocês me deixarão sozinho. Mas eu não estou sozinho, pois meu Pai está comigo"(Jo 16.32).

Em 1Sm 1, encontramos a história de Elcana e sua esposa Ana. No versículo 8, constatamos o quanto Elcana amava sua esposa. No entanto, não era capaz de compreender-lhe os sentimentos e, provavelmente, Ana sentia-se só. Sua alternativa era buscar a presença de Deus - assim fez e foi grandemente recompensada. A solidão de Ana transformou-se em comunhão com o Senhor.

Agar é outro exemplo vivo das páginas da Bíblia (Gn16,21). Por duas vezes, extremamente só na solidão do deserto, ela teve um encontro com Deus. A partir desse encontro, encheu-se de esperança e de vida.

Quando não é possível mudar as circunstâncias a sua volta, mude as suas perspectivas sobre essas circunstâncias! Com certeza Deus estará com você.

domingo, 21 de setembro de 2014

DEPOIS DO INVERNO, VEM A PRIMAVERA...





Por: Gary Chapman

"É desencorajador" - disse Marc, sobre seus 24 anos de casamento. - "Discordamos de tudo. Somos ambos inflexíveis, o que criou conflitos e frieza em nosso relacionamento". 
A esposa Marsha diz: "Ao longo dos anos, ambos acumulamos ressentimentos. Há mais investimento da minha parte do que da parte dele. Ele é tão crítico. Dificilmente passamos algum tempo juntos e raramente nos tocamos ou trocamos elogios".

Enquanto muitas pessoas gostam e sonham em ver neve no inverno, nenhum casal gosta do inverno do casamento. Casamentos no inverno, como o de Marc e Marsha, são caracterizados pela frieza, dureza e amargura. Os sonhos da primavera estão cobertos com camadas de gelo e a previsão do tempo alerta para mais chuvas congelantes.

O que leva um casal ao inverno? Em uma palavra: rigidez - a falta de vontade de considerar a perspectiva da outra pessoa e trabalhar em direção a uma solução significativa. Todos os casais enfrentam dificuldades e têm diferenças. Casais que fracassam em negociar essas diferenças tornam seus casamentos frios. Quando um ou ambos insistem que "deve ser do meu jeito ou de jeito nenhum", eles entram no inverno.

No inverno, atitudes se tornam negativas. Sarah e Will estão casados há 19 anos. Ela me disse: "Tentei trabalhar em nosso casamento, mas aparentemente ele interpretou tudo que sugeri como algo incômodo. Nada funcionou. Então eu me desliguei. Não ligo para suas necessidades, a esta altura da situação. Estou esperando que ele faça algum esforço e coloque um pouco de energia em nosso casamento".
"Sinto que nunca conseguiremos. O casamento sempre fica pior. Brigamos 24 horas por dia, sete dias por semana. Não podemos continuar assim, mas não sei o que fazer" - disse Will. No inverno percebemos os problemas como se fossem muito grandes e os nossos posicionamentos como se estivessem profundamente enraizados. Pensamos que a discórdia nunca será resolvida. Culpamos nosso cônjuge pelo declínio da relação.

Derretendo o gelo no inverno
A maioria dos casais passa pelo inverno de tempos em tempos. Pode durar um mês ou trinta anos. Pode começar três meses após o casamento ou chegar apenas após as bodas de prata. Se o seu casamento está no inverno, você pode não enxergar esperança. Mas não desista. Assim como muitas pessoas não se deitam na neve e esperam a morte chegar, não há razão para aceitar passivamente a frieza de um casamento no inverno. Existe um caminho e ele começa com uma mudança de atitude.
O inverno do casamento geralmente torna os casais desesperados o suficiente para sair de seu sofrimento silencioso e buscar a ajuda de um conselheiro, um pastor ou um amigo de confiança. Quem procura ajuda a encontra.
Derreter o gelo de um casamento no inverno requer a coragem de admitir suas próprias falhas no passado, primeiro para Deus e depois para seu cônjuge. Desculpar-se e pedir perdão é o primeiro passo.

O segundo passo é optar por uma atitude positiva
Peça a Deus que o ajude a olhar o potencial do seu casamento e não o que há de pior. Ao invés de crer que sua situação está perdida, creia no poder de Deus para transformá-lo e tocar também o coração de seu cônjuge. Você começará a sair do inverno quando pedir a Ele que seja um agente para auxiliar seu cônjuge a se tornar tudo o que Deus deseja que ele (ou ela) se torne.

O terceiro passo é falar a linguagem do amor de seu cônjuge
Descubra o que faz com que seu cônjuge se sinta amado (sua maior pista seria o tema das reclamações dele [ou dela] ao longo dos anos). Peça a Deus que o ajude a amar seu cônjuge. A Bíblia diz: "O amor cobre multidão de pecados" (1 Pedro 4.8).

O quarto passo diz respeito a valorizar as diferenças
Elas nunca foram destinadas a ser divisões. Peça a Deus que lhe mostre como suas diferenças podem ser qualidades em seu relacionamento. Quando isso acontecer, saberá que a primavera está próxima.

Caminhar no inverno pode não ser "divertido" ou "encorajador", como andar de esqui ou escorregar pela neve das montanhas. Mas quando casais perseveram e dão passos positivos para melhorar seus casamentos, emergem mais fortes, mais comprometidos e mais aptos para trabalhar suas diferenças.

Ao oferecer a paz, mesmo no meio da dor e da alienação, inúmeros casais descobriram a cura profunda e uma intimidade mais profunda ainda. Quando duas pessoas escolhem se amar novamente, o gelo é derretido no inverno do casamento e a água regará as sementes da primavera.


Gary Chapman, Ph.D., é casado há mais de 45 anos com Karolyn. "Doctor Love" (ou Doutor Amor, como é conhecido nos EUA) já escreveu mais de 15 livros, sendo a grande maioria sobre relacionamento afetivo, o que faz de Chapman um dos maiores autores do mundo no gênero. Seu livro mais conhecido é As cinco linguagens do amor.

Extraído do site Cristianismo Hoje.

terça-feira, 26 de março de 2013

O QUE FAZ UM CASAMENTO FUNCIONAR?




Por: Carlos "Catito" Grzybowski

Algumas vezes sou deparado com a pergunta: "Como você pode estar tanto tempo casado com a mesma mulher e continuar apaixonado por ela?"

Penso que não se trata de apenas um fruto do acaso ou de, como existe no imaginário popular, achar a pessoa certa - a metade da laranja! São vários os fatores que contribuem para o sucesso no casamento e gostaria de discorrer sobre apenas alguns deles.

Em primeiro lugar eu creio que o casamento é um espaço para a aprendizagem. Quando eu estou aberto a aprender com o outro que é diferente de mim, estou em constante processo de crescimento. Muitos casamentos acabam porque as pessoas não querem crescer.

Acreditam que a sua forma de enxergar o mundo é a única correta e que nada vai faze-los enxergar a realidade diferente. Assim vêem na diferença uma ameaça e fonte de constante atrito e não uma oportunidade contínua de ser despertado para ver a realidade de uma forma diferente e, ainda por cima, por alguém que me ama! Não conseguiram entender que AMBOS, homem e mulher são portadores da IMAGEM de DEUS (Gen. 1:26-28) e que são ontologicamente iguais, MAS funcionalmente diferentes e a diferença é outorgada por Deus como BENÇÃO para desenvolver a CRIATIVIDADE!

Em segundo lugar o casamento é um local de construção. Precisamos ter projetos comuns e perseguir sua construção. O mundo moderno conspira contra isso. O individualismo egocêntrico que permeia as relações sociais deságua no casamento e faz com que as pessoas construam projetos individuais e forcem o outro se adaptar ao seu projeto individual - o que não dá certo. Perdeu-se a noção do NOSSO! Precisamos criar uma história comum, cheia de aventuras, dramas e muita, MUITA diversão juntos - quando somos capazes de rirmos juntos de uma situação, a solução já está a caminho! Um estudioso do assunto escreveu:

"Educadores reclamam que pessoas jovens, hoje em dia têm muito pouco senso de história, eles vivem apenas o presente sem memória. Essa amnésia apresenta uma certa falta de raízes, e eu acredito que isso contribui para um alto índice de divórcios".

Finalmente é preciso aprender a PERDOAR! Mesmo casais que se dizem cristãos têm, muitas vezes, dificuldades de perdoar. Criam a fantasia de um parceiro(a) perfeito e infalível.

Quando percebem que o outro é humano e comete falhas, reagem com frustração e desprezo. Precisamos reconhecer que somos imperfeitos - em constante construção, mas ainda imperfeitos - e que como fruto desta imperfeição cometemos trapalhadas. Muitas vezes tentando acertar fazemos trapalhadas. O remédio: uma atitude humilde de reconhecimento das trapalhadas e um pedido sincero de perdão e, do outro lado, uma atitude perdoadora.

Algo que eu pratico com minha esposa nestes nossos 25 anos de casado é ORARMOS JUNTOS todas as noites antes de deitarmos. Porque? Para que ´o sol não se ponha sobre nossa ira´ - que é um princípio de extrema sabedoria na Bíblia. Quando nos colocamos lado a lado para orar ao Pai, temos que estar bem um com o outro - senão é ritual e não oração. E para estar bem precisamos conversar e pedir perdão e perdoar.

Às vezes ficamos um bom tempo conversando antes de orarmos - pois acredite, eu também sou imperfeito - mas NUNCA fomos dormir sem estarmos bem um com o outro - e isso faz MUITA diferença!
Existem outros fatores igualmente importantes, mas creio que se começarmos observando estes pequenos princípios já estaremos dando passos gigantescos para termos casamentos que perdurem!

Carlos "Catito" Grzybowski
Psicólogo, terapeuta familiar, coordenador de EIRENE DO BRASIL, casado com Dagmar há 25 anos, pai de Sabine e Lukas e sogro de Guilherme.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

CASAMENTO NEM SEMPRE É SINÔNIMO DE FELICIDADE


Pr. Gilson Bifano


Trabalhando com famílias nesses últimos anos de minha vida, tenho visto muitos solteiros associando a felicidade ao estado civil. Pensam eles: "Quando me casar eu vou ser feliz".

Esquecem que só é feliz  no casamento quem já era feliz enquanto solteiro. Procurando o pote da felicidade no outro, muitos solteiros que tinham até um bom nível de satisfação pessoal, se iludem quando após dizerem o "sim" chegam no dia seguinte e constatam que as coisas não eram bem como imaginavam.

Então, guarde a primeira lição desse artigo: A felicidade não está ligada ao seu estado civil.

Está solteiro? Divorciou-se? O cônjuge faleceu? A felicidade não foi com cônjuge que abandonou o lar ou com o cônjuge que faleceu. A felicidade está em Deus, em primeiro lugar, e não no outro.

Conheço muitos não-casados super felizes! Conheço também muitos homens e mulheres casadas que estão na ante-sala do inferno da vida a dois.

Agora anote o meu segundo raciocínio.

Casamento é uma bênção de Deus. Até aí todos concordam. Só esquecem de um detalhe: Casamento não é uma "varinha mágica"  que torna uma pessoa feliz de uma hora para outra. Ou talvez um "ticket" para a felicidade.

Isso me faz  lembrar de uma tirinha, dessas que aparecem nos jornais das grandes cidades. Hägar, o horrível é o nome de um personagem criado por Dik Browne.

Numa dessas histórias que são publicadas diariamente por um grande jornal aqui do Rio de Janeiro, o Hägar chegou para um sábio e perguntou: "Ó sábio, diga-me qual o segredo de um casamento feliz?" O sábio então respondeu solenemente: "Você deve estar disposto ao sacrifício filho..." Aí o Hägar, com aquela cara de espanto, pergunta: "E como se faz isso?" 

O sábio volta a responder: "Você precisa deixar a bebida alcoólica, as brigas e as noitadas...Tomar banho diariamente, parar de falar palavrão, ajudar a sua mulher nas tarefas da casa". O Hägar abre os abraços e diz espantado: "Está brincando? E como isso vai me fazer feliz?". O sábio coça a barba e diz: "Ah... Você é que quer ser feliz?"

Moral da história: Se você quer ser feliz, não fique perguntando o que o outro deve fazer por você para que seja feliz. A felicidade conjugal verdadeira só acontece quando um cônjuge procura agradar, mimar e proporcionar o bem-estar do outro.

Esposa, você jamais será feliz se estiver somente preocupada que o seu marido lhe faça feliz. Marido, quer ser feliz no casamento? Siga as orientações do sábio da história. Vai precisar de sacrifício?

Claro! Mas você vai experimentar o efeito "bumerangue". Quando você se esforçar para fazer o outro feliz, essa felicidade voltará para você e então será feliz!

Última palavra: Seja feliz na situação civil que está. Não deixe que ninguém roube o seu direito de ser feliz. Está casado? Quer ser feliz no casamento?: Lembre da historinha. Pare de falar palavrão, ajude sua esposa nas tarefas da casa, tome banho todos os dias,  pare de brigar, deixe um pouco os amigos e fique com a esposinha que Deus lhe deu.

Ou você está parecendo com o Hägar? Ai vai ser horrível!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Casamento, divórcio e filhos


Quais os primeiros sintomas comuns de uma crise no casamento?

1. Ausência de diálogo, silêncio

2. Constantes discussões

3. Cobrança e apontar erros

4. Desprazer da vida sexual

Dizem que a primeira crise séria do casamento vem depois do nascimento dos filhos, você concorda?

Não. Na maioria das vezes a gravidez já é uma tentativa de chamar atenção e solucionar a crise.

Por que o nascimento dos filhos quase sempre traz uma mudança negativa para a vida do casal?

A mulher passa dar quase toda a atenção ao filho; toda mulher é preocupada por natureza. Além disso, a criança exige muito tempo e trabalho. Ainda tem os 40 dias de resguardo. Logo, o marido perde a atenção principal da mulher, não faz sexo por causa do resguardo e o cansaço da mulher e a constante preocupação da mulher com a criança, irrita o marido.

Como se precipitar às crises conjugais?

O Titanic afundou por várias razões. No entanto, a principal foi que seu capitão não ouviu os seis sinais de alerta que dizima que as águas ao norte estavam geladas e que havia icebergs. Ele teimosamente não mudou o rumo para o sul nem diminuiu a velocidade.

A vida emite sinais de alerta o tempo todo: Ultrapassar o limite do cartão de crédito ou usar o cheque especial – sinal de endividamento; o carro que não pega pela manhã e precisa ser empurrado – sinal de que ele vai nos deixar no meio da estrada. A febre – nos diz que temos uma infecção; a dor – nos avisa que alguma coisa está errada com o corpo.

A crise no casamento é até certo ponto benéfica. Ela nos avisa que algo está errado e que o rumo precisa ser corrigido. Quem dá atenção aos sinais e corrige a trajetória, viverá feliz para sempre. O casamento acaba por causa da teimosia em fazer as coisas do mesmo jeito, não mudar o rumo. Não podemos fazer sempre a mesma coisa e esperar resultado diferente.

Em meio à crise, quais as opções práticas para tentar amenizar os problemas?

A maioria dos brasileiros não sabe conversar sem agredir. O casamento que sobrevive à crise é aquele que não briga um com o outro, mas agride o problema. A família perfeita não é aquela que não tem problemas, mas aquela que aprende a resolver os problemas. A família perfeita é imperfeita.

Nunca diga: “Você me magoou!” Diga, “estou magoado”, assim dá para iniciar o diálogo e solucionar a questão.

Quem deve tomar a primeira atitude?

Melhor nunca magoar, pois o marido-esposa magoado é mais difícil de conquistar do que uma fortaleza. Geralmente quem toma a iniciativa é o mais humilde. Mas quando somente um toma a iniciativa da reconciliação, o outro vai casando e acaba por deixar pra lá. Os problemas vão se represando e acabam por virar uma barragem para que o rio do amor possa correr livremente, regando a terra do coração.

Cite alguns conselhos que todo casal deve adotar para ter uma vida conjugal saudável.

1. Nunca se endivide. Tudo o que é barato, por mais barato que seja, se você não precisa é caro.

2. Não deixe acabar o diálogo. No namoro, o casal conversa horas no portão ou pelo telefone. Não responda com monossílabos – sim! Não! To! Ta! Vou! É!

3. Não deixe acabar o romantismo. Não basta acender a fogueira tem que colocar lenha para o fogo continuar a arder.

4. Não esqueça as datas especiais.

5. Não canse de dizer; “Eu te Amo!”

6. Tenha uma vida sexual ativa.

7. Tem que ficar claro que a esposa-marido e os filhos estão em primeiro lugar.

8. Aprenda a perdoar. Não exija a perfeição que você não tem.

9. Não trabalhe demais. Tire, pelo menos, um dia por semana. Faça “breaks” de três em três meses. Tire férias. O diabo não tira férias, mas vive no inferno.

10. Cultive a espiritualidade.

Quando o divorcio é inevitável, de acordo com a sua opinião?

Ninguém pode casar já pensando no divórcio. Que assim faz terá grande possibilidade de divorciar-se.

A meta do relacionamento nunca foi e nunca será a destruição ou extinção da
família, mas o saneamento e a purificação das relações que existem entre os
seres humanos. As oportunidades aparecem quando os obstáculos são superados; problemas são eliminados abrindo caminhos para o entendimento, a maturidade e o crescimento. O relacionamento deve evoluir e transformar-se, e não deteriorar-se. Tudo isso para você poder viver plena e abundantemente a
experiência do amor. O amor atravessa barreiras, une extremos e transforma
tudo pôr onde passa; guiado pôr ele, você supera dificuldades, vence
limitações, ultrapassa conflitos e alcança aquilo que julgava impossível.

O divórcio só pode acontecer quando todas as possibilidades de reconciliação acabaram ou em casos extremos onde a agressão, a falta de respeito, a infidelidade, o medo, a desonestidade, o vicio, imperam.

Após o divorcio, como lidar com os filhos?

No divórcio não há vencedores, somente perdedores. Os filhos são os maiores perdedores.

1. Não fale mal um do outro para os filhos. Não procure justificar denegrindo o outro.

2. Seja sincero, enalteça as qualidades do outro para os filhos. Eles precisam tanto de você como do outro.

3. Quando estiverem juntos não briguem.

4. Não compre os filhos com presentes, o que eles precisam é de sua presença.

5. Não justifique o divórcio. Diga que você errou. Assuma as conseqüências do seu ato.

Quais os fatores fundamentais para o sucesso de um casamento?

Um relacionamento que dá certo é um edifício que tem que ser construído todos os dias. Quem age motivado pela ira, mentira, amargura, irritabilidade e
infidelidade, jamais é feliz. É a paz que alicerça o amor, e não a ira. É a verdade que promove a confiança, e não a mentira. É o perdão que traz a reconciliação, e não a amargura. É a sensibilidade que permite o diálogo, e não a irritabilidade. É a fidelidade que garante que o relacionamento será capaz de durar até a morte, e não a infidelidade. Esquecer estas verdades é
um convite ao desastre.

Em quais casos um terapeuta de casais pode ajudar a melhorar o relacionamento?

O terapeuta pode ajudar em todos os casos. Mesmo quando a separação é inevitável, ele pode ajudar a lidar com a mágoa, a perdoar, a continuar vivendo. Quem não aprende a lidar com a dor continuará a construir relacionamentos doentios. Não se pode construir um novo relacionamento deixando assuntos inacabados no passado. Esses assuntos serão como fantasmas assombrando constantemente o presente e inibindo a felicidade futura.

Dr. Silmar Coelho

sábado, 12 de novembro de 2011

Diferenças Entre Homem e Mulher


Existe uma enorme diferença entre o homem e a mulher


O contínuo reconhecimento e aprendizado destas diferenças ajudam o casal a descobrir novas maneiras de melhorar o relacionamento. Entender estas diferenças resolve muitas frustrações causadas pelo desconhecimento do sexo oposto. Os desentendimentos poderão ser evitados. Não somente o homem e a mulher comunicam-se diferentemente, mas eles pensam, sentem, percebem, reagem, respondem, amam, necessitam, e apreciam diferentemente. Parece até que eles falam línguas diferentes.

O homem é um ser racional e a mulher um ser emocional. Isto não significa dizer que as mulheres são menos inteligentes do que os homens; apenas que os homens pensam e agem diferente. Está provado que elas são tão inteligentes ou mais que os homens. Da mesma forma, não quer dizer que os homens são seres sem emoções. O homem é um ser emocional tanto quanto a mulher, mas, na maioria das vezes, é a razão quem guia suas atitudes. Logo, a mulher é um ser racional tanto quanto o homem, mas na maioria das vezes, permite que as emoções a controlem.

Veja alguns exemplos:

O bebê de dois meses chora intensamente por três dias; cólicas terríveis fazem o coitadinho se contorcer de dor. A mãe, desesperada, anda pra lá e pra cá, balançando a criança; ela já tentou de tudo, mas nada parece surtir efeito. O pai dorme o sono dos justos. A mulher não consegue entender como o marido pode dormir desta maneira; chateada, ela diz para si mesma: “ele não me ama, nem liga para o filho; como pode roncar tão profundamente e me deixar sozinha com o menino?”

Neste caso, a atitude do homem nada tem a ver com amor. Ele simplesmente racionalizou a questão. “Minha mulher está cuidando da criança; ela sabe cuidar muito melhor do que eu; não há nada que eu possa fazer para ajudar; ela já está acordada e eu tenho que levantar cedo; portanto, vou descansar! Qualquer coisa que acontecer, ela vai me chamar”.

Suponha que aconteça diferente. O homem, penalizado, se oferece para ficar com o neném. Diz ele, “já faz duas noites que você não dorme; querida, nesta noite eu fico com o Juninho”. A esposa concorda duvidosa, deita remexendo-se na cama. Sem conciliar o sono, pois não consegue ficar tranqüila com o choro da criança, nem confiar nos cuidados do marido; pensa consigo mesma: “Coitadinho do João, lá sozinho com o bebê, vou lhe fazer companhia”.João, no mesmo instante que a vê, lhe entrega o Juninho aliviado, corre para a cama e dorme como uma criança. Novamente, as atitudes neste caso nada têm a ver com amor ou irresponsabilidade; simplesmente o homem e a mulher são diferentes.

Uma outra diferença é quanto ao estímulo sexual. O homem é estimulado principalmente pela vista. Apenas um olhar é suficiente para que tudo comece a acontecer. Como a terra nunca se farta de água, o fogo nunca se farta de queimar e a morte que nunca se farta de matar, assim são os olhos de um homem que nunca se fartam de olhar. Enquanto o olhar é o principal “gatilho” iniciador do processo sexual no homem, a mulher é estimulada por várias maneiras.Primeiramente, ela é estimulada pelo tato. Ela precisa ser tocada e acariciada; para ela não basta ver.

Além do tato, a mulher é estimulada pelo ouvir: uma palavra de carinho faz com que a mulher comece a pensar na possibilidade da relação sexual. Existem algumas frases que a mulher jamais se cansa de ouvir: “Você está linda! Esta roupa ótima em você! Seu cabelo desse jeito me deixa doidão! Eu te amo!” Ela é movida por elogios. Pelo ouvir, o processo que a levará à entrega e à relação sexual se inicia. Do mesmo modo, palavras e frases agressivas devem ser abandonadas no relacionamento a dois. “A pior coisa que fiz foi casar com você! Maldita hora em que me casei! Você é igualzinha à sua mãe!“ Frases como estas, agridem e criam barreiras, muitas vezes, intransponíveis.

Outro importante fator no estímulo sexual é o meio ambiente. O homem, na maioria das vezes, não se importa quanto ao lugar ou hora. Ele quer e pronto. A mulher, por sua vez, é influenciada pelo meio ambiente: Luz de velas ou abajur, cortinas, flores, música, lençóis macios e limpos, barba feita e banho tomado, camisolas, pijamas e porta fechada são alguns fatores que influenciarão positivamente ou negativamente a mulher.

Como um ser emocional, a mulher é também estimulada pelas emoções. Para ela, não basta apenas receber um beijo interessado no fim do dia ou um elogio mecânico e programado. Ela precisa estar completamente bem emocionalmente para que a relação tenha a sua participação efetiva. As ansiedades provocadas pelos filhos, por um marido alheio e insensível, pela solidão do dia a dia dentro de casa e as pressões financeiras, criam barreiras emocionais terríveis na relação sexual. Depois de anos de opressão psicológica, abuso, silêncio, amargura e tirania, a frigidez pode tornar-se crônica.

O tempo também é um fator de diferenciamento entre homem e mulher. Para o homem, a relação se inicia imediatamente. O tempo é agora! Para a mulher, a relação que vai acontecer à noite se inicia pela manhã. A relação sexual da mulher não começa quando ela vai para a cama.

Na mulher, a preocupação ainda se manifesta de forma diferente. A mãe quer saber do bem estar dos filhos. Ao telefonar ou questionar ela diz: “Vocês estão bem, almoçaram direito ou comeram sanduíches; estão se cuidando, têm dinheiro?” O pai, por sua vez, não se preocupa se os filhos “estão bem”; sua preocupação é se os filhos estão prontos para a vida. “Vocês pagaram as contas, tiraram boas notas na escola, estão trabalhando ou dormindo o dia inteiro?” Estas, comumente, são as perguntas do pai, muito mais preocupado em fazer dos filhos “homens”, do que saber se eles estão se sentindo felizes.

Muitas são as diferenças entre homem e mulher. Problemas podem ser evitados e resolvidos simplesmente conhecendo estas diferenças. Assim, cobranças serão abandonadas pelo entendimento das razões que fazem de cada pessoa agir como age. Na maioria das vezes, elas não são movidas pela desconsideração ou o desejo gratuito de ferir, mas sim pelas diferenças que existem em cada pessoa.

O diálogo e compreensão dão início a um amor maduro, que cresce sobre sólidas e saudáveis bases. Como resultado acontece um profundo entendimento, que abrirá as portas para uma entrega sem reservas, experimentando a beleza, alegria e crescente felicidade do sexo sem pecado.

Pr. Silmar Coelho

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