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sábado, 29 de setembro de 2012

De Mãos Dadas



De mãos dadas nós andávamos.
Eu, grande; você pequenino.

Mostrava-lhe o cachorrinho,
O gato, o passarinho,
obras do nosso Deus,
eu lhe dizia.
Mas você crescia.

E seu próprio mundo
queria ter e ver.

Parava para olhar o caminhão,
ou diante de um portão
a fim de ver o gato
que pulava o muro
para não ser agarrado.

Hoje, de mãos dadas.
com outra você anda

Que bom, filho!
Você conseguiu amar
e ser amado,
de mãos dadas com outra andar.

Em breve você andará
de mãos dadas
com mais alguém:
seu filho que está para nascer.
Oh! Ande de mãos dadas com ele.
Instrui-o no caminho
em que deve andar:
como vovô fez com papai,
como papai fez comigo
e como nós - seu pai e eu -
tentamos fazer com você.

E assim, com gratidão,
todos nós, familiares seus,
andaremos de mãos dadas
com o nosso Eterno Deus.

Élcia Barreto Soares
A autora, hoje na glória, escreveu este poema para seu filho Ebenézer Soares Ferreira Júnior, em 1982.

Extraído do site: http://www.missoesnacionais.org.br/

terça-feira, 20 de julho de 2010

O Toque do Mestre












Batido e riscado estava,
e o leiloeiro não deu muito valor ao violino
Achou que não valia muito a pena
Mas mesmo assim o segurou sorrindo.

“Quanto me dão por ele?” gritou.
“Quem começa a oferta? Vamos ver:
Um dólar, um dólar: quem dá mais?
Dois dólares, quem dá três?”

“Três dólares, dou-lhe uma, dou-lhe duas...”
Mas do meio da multidão
Um senhor de cabelos grisalhos
Veio e pegou no arco então.

Tirou o pó do velho violino
As cordas soltas apertou
E tocou uma doce melodia
Que a todo mundo cativou.

A música parou, e o leiloeiro,
Agora falando de mansinho,
Disse: “Quanto dão pelo velho violino?”
E o segurou com muito carinho.

“Mil dólares, quem dá mais?
Dois, dois mil!” E três, quem dá?
Três mil! Dou-lhe uma, dou-lhe duas...
Vendido!” disse ele pra fechar.

Mas leiloeiro, o que mudou o seu valor?
Foi algo que disseste?
Mas bem clara é a resposta

Foi o toque do Mestre.

Muita gente triste e perdida,
Surrada pelo pecado, em desatino
É menosprezada no leilão da vida
Como o velho violino.

Mas quando vem o Mestre,
A multidão não consegue supor,
Que uma vida possa mudar tanto
Com um toque da mão do Senhor.

Ó Mestre! Estou desafinado
Toca-me Senhor com a Tua mão
Transforma-me, dá-me uma melodia
Para cantar a Ti no meu coração.

Myra Brooks Welch

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Pegadas na areia

Uma noite eu tive um sonho...

Sonhei que estava andando na praia com o Senhor e através do céu, passavam cenas da minha vida.

Para cada cena que passava, percebi que eram deixados dois pares de pegadas na areia: um era meu e o outro era do Senhor.

Quando a última cena passou diante de nós, olhei para trás, para as pegadas na areia e notei que muitas vezes, no caminho da minha vida, havia apenas um par de pegadas na areia.

Notei também que isso aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiosos do meu viver. Isso me aborreceu deveras e perguntei então ao Senhor:

- Senhor, Tu me disseste que, uma vez que resolvi te seguir, Tu andarias sempre comigo, em todo o caminho. Contudo, notei que durante as maiores atribulações do meu viver, havia apenas um par de pegadas na areia. Não compreendo porque nas horas em que eu mais necessitava de Ti, Tu me deixaste sozinho.

O Senhor me respondeu:

- Meu querido filho. Jamais eu te deixaria nas horas de provas e de sofrimento. Quando viste, na areia, apenas um par de pegadas, eram as minhas. Foi exatamente aí que eu te carreguei nos braços.

Poema escrito em 1936 por Mary Stevenson (11/8/22 - 1/6/99)

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